Nextel vai ter que provar que atua além da “Grã Bretanha”


abstrata 23A Anatel publicou hoje, 11, do DOU, o ato que aprovou o compartilhamento de rede entre a Nextel e a Vivo, com condicionamentos, conforme a decisão tomada na última reunião do Conselho Diretor.

Como o acordo de ran sharing inclui também as obrigações de cobertura com a frequência de 1,8 GHz previstas no leilão, a agência decidiu estabelecer condicionantes para essa aprovação. Entre eles, os de que a operadora terá que agir efetivamente para ampliar a sua base de clientes fora do eixo Rio São Paulo (ou da Grã Bretanha, como disse o presidente, Francisco Valim, em entrevista ao Tele.Síntese).

Para isso, a agência irá fiscalizar de perto a operadora, por dois anos, e ver se as campanhas publicitárias, as ofertas comerciais e as ações de comercialização resultaram em aumento de base de clientes nas cidades onde a empresa tem metas de cobertura a serem atendidas por determinações do leilão.

Vale lembrar que, quando a Nextel comprou essa frequência, em 2010, por regras próprias do leilão, as demais operadoras que estavam aqui instaladas – Oi, Vivo, Claro, TIM, e Algar – ficaram impedidas de disputar este naco de espectro (10 MHz de 1.800 MHz na banda H), e a empresa levou a frequência em todo o Brasil praticamente pelo preço mínimo (R$ 1,1 bilhão), mas com metas de cobertura a serem atendidas ano a ano.

A anuência prévia de hoje determina também que o acordo entre as duas empresas deve ser público, para permitir a entrada de novos interessados.

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