Nextel Brasil reverte prejuízo e lucra US$ 3,52 milhões no trimestre


A Nextel Brasil apresentou receita 21% mais baixa no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. O valor foi de US$ 340,6 milhões. Em compensação, a empresa conseguiu reverter o prejuízo obtido nos mesmos meses ano passado. O lucro foi de US$ 3,5 milhões – ante prejuízo de US$ 29,1 milhões um ano antes.

A empresa mostrou crescimento na receita com 3G, que passou de US$ 673,8 entre janeiro e março de 2014, para US$ 1,97 bilhão neste ano. O faturamento com linhas iDEN caiu de US$ 3,45 bilhões para US$ 2,42 bilhões. O número de usuários cresceu para 4,39 milhões – um incremento de 263 mil assinantes.

As adições líquidas, porém, no período cresceram em ritmo mais baixo. Entre janeiro e março deste ano, o saldo foi 51,1 mil novos assinantes, contra 171,2 mil novos usuários em igual período de 2014. A migração de usuário iDEN para 3G também perdeu força, ficando em 58,3 mil neste ano, ante 76,4 mil no ano anterior.

O churn também mostra desafios à frente. Cresceu para 3,1% este ano – era de 2,39%. A a receita média por usuário (ARPU), caiu dos US$ 31 no primeiro trimestre de 2014, para US$ 23 no mesmo começo de 2015.

NII Holdings
Os números fazem parte do balanço apresentado hoje pela NII Holdings, controladora da Nextel Brasil. A companhia norte-americana registrou prejuízo de US$ 309,5 milhões do trimestre, menor que a perda de US$ 376,1 milhões dos três primeiros meses de 2014. A receita encolheu 20%, para US$ 763,9 milhões. Os números foram impactados negativamente, principalmente, pela valorização do dólar frente as moedas dos países onde ficam suas subsidiárias (Brasil, México e Argentina). No mundo, a companhia tem 9,3 milhões de clientes.

O balanço ainda traz os resultados da operação mexicana, vendida em 30 de abril para a estadunidense AT&T. Houve também queda na receita, para US$ 291,4 milhões, e  prejuízo de US$ 19 milhões. Na Argentina, também houve queda na receita (US$ 87,4 milhões), mas houve lucro de US$ 18,2 milhões.

A companhia repetiu que o dinheiro da venda da operação no México irá ajudar a pagar dívidas e financiar a expansão no mercado brasileiro, com mais investimentos em 3G. Mas se mostra pessimistas quando ao cenário macroeconômico, com economia do Brasil desaquecida e desvalorização do Real. Além disso, diz que continua em busca de comprador para seus ativos na Argentina.

“Também conseguimos permissão da corte de falências dos EUA para obter autorização de nossos credores sobre nosso plano de reestruturação. Se aprovado pelos credores e confirmado pela corte, poderemos sair do capítulo 11 [recuperação judicial] em meados do ano”, afirma Juan Figuereo, CFO da holding.

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