Netflix sofre com churn e encerra trimestre com menos assinantes que o esperado


Netflix_Logo_Digital+Video_0701A Netflix publicou hoje, 18, o balanço financeiro para o trimestre encerrado em 30 de junho. A empresa terminou o período com 83,2 milhões de assinantes. O número é 1,68 milhão maior que no primeiro trimestre, mas abaixo das estimativas publicadas no último balanço, em que definia como meta atingir 84 milhões de usuários.

Segundo a empresa, o churn – quantidade de assinantes que saem do serviço – aumentou de forma inesperada. Um dos motivos, cogita, foi a saída de clientes que teriam o valor dos planos elevados após o término de uma promoção que manteve o mesmo preço por dois anos. Isso teria afastado alguns dos clientes mais antigos.

A companhia rechaça que o desempenho em assinaturas seja resultado da competição. No último trimestre, foram lançados ou cresceram nos Estados Unidos serviços pagos de streaming da CBS, Amazon, Hulu, Youtube. “Mas todos cresceram retirando horas assistidas da TV linear”, diz a empresa no balanço.

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A Netflix segue como o serviço que mais consome banda de internet nos Estados Unidos: 35% do tráfego, contra 18% do Youtube, 4% do Amazon Video, 4% de navegação web, 3% do iTunes, 3% do Hulu, 2% do Facebook, 2% do BitTorrent, e 30% pulverizados por outros serviços.

Terminou o período com receita de US$ 2,1 bilhões, 28% maior que um ano antes. O lucro líquido também cresceu, alcançando US$ 40,7 milhões – aumento de 54,7%. Todo o lucro, assim como a maior parte da receita, são originados no mercado norte-americano. Ali, a empresa faturou US$ 1,2 bilhão e lucrou US$ 414 milhões.

O resultado no resto do mundo é diferente. A receita cresceu 66,7% em um ano, para US$ 758,2 milhões. Mas a companhia ainda registra prejuízo internacional de US$ 69,1 milhões. Embora negativo, o resultado é melhor que a perda de US$ 92 milhões do segundo trimestre de 2015. O fluxo de caixa ficou negativo em US$ 254 milhões. O EBITDA foi de US$ 129 milhões.

Para o terceiro trimestre do ano, as companhia espera um impacto negativo devido às Olimpíadas – evento que não transmitirá. Mesmo assim, vê crescimento de receita para US$ 2,15 bilhões, ante US$ 1,5 bilhão em 2015, lucro líquido de US$ 22 milhões, e adesão de 2,3 milhões de usuários. Descarta, também, o lançamento do serviço na China. “Este ano, o clima regulatório na China esta desafiador. O serviço da Disney em parceria com a Alibaba foi fechado, a Apple também encerrou sua oferta de vídeos. Enquanto isso, trabalhamos nos mercado recém abertos”, diz o balanço.

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