Netflix quer concluir expansão mundial até 2016


A Netflix, empresa de streaming de vídeo over the top, disse hoje,15, que pretende concluir sua expansão mundial até o final de 2016. A empresa não revelou a quantos países pretende chegar, no entanto. Segundo o balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira, já conta com 65 milhões de usuários, sendo 42 milhões nos Estados Unidos e 23 milhões no resto do mundo.

O balanço, referente ao segundo trimestre do ano, mostra aquisição de 3,3 milhões de usuários entre abril e junho. Desse total, 900 mil entraram no serviço nos EUA, e 2,37 milhões em outros países. Os números são mais de 2x superiores ao registrado nos mesmos meses de 2014 e superaram as projeções divulgadas pela empresa no primeiro trimestre, que previa 2,5 milhões de novas assinaturas no total. Para a empresa, serviram como catalisadores o lançamento de novas temporadas de produções próprias, como Orange is The New Black, e a estreia de séries exclusivas, como Daredevil, Sense8 e Grace and Frankie.

A receita nos EUA cresceu 5%. O país representa, atualmente, a maior parcela do faturamento da companhia, responsável por US$ 1 bilhão. O faturamento total, somados os demais países, foi de US$ 1,64 bilhão. O país também é a operação lucrativa. Ali, a Netflix teve lucro de US$ 340 milhões, enquanto a operação internacional acumulou prejuízo de US$ 92 milhões.

O lucro líquido da companhia foi de US$ 26 milhões, 173% menor que em igual período do ano passado. Contribuiu para o resultado o impacto da variação cambial, que levou a uma perda de US$ 83 milhões. As perdas internacionais devem continuar enquanto a empresa mantiver seus planos de expansão. A perspectiva é lançar o serviço em Espanha e Itália no terceiro trimestre, em Portugal no quarto trimestre, e em outros países, inclusive China, em 2016.

Apoio a consolidação nos EUA
A empresa também colocou no balanço o apoio à fusão entre a provedora de acesso Charter e a Time Warner Cable. Na opinião da Netflix, a fusão terá impacto positivo sobre a neutralidade de rede, uma vez que a Charter renovou ontem, junto à Federal Communications Commission (FCC) o compromisso de não cobrar por interconexão com provedores de conteúdo – política inversa à praticada pela TWC. “A política da Charter é a via correta para fazer a internet crescer”, diz a Netflix na carta aos acionistas.

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