NET diz que mantém investimentos, apesar da crise


Da mesma forma como fez em 2008, quando não recuou em seu planejamento de investimento, a NET Serviços, segundo seu presidente, José Antonio Felix, vai manter as inversões previstas na digitalização e modernização da rede e na sua entrada nas cidade de Niterói, Salvador e Recife. Só que nessas três cidades vai oferecer apenas voz e banda larga, já que não tem licença para operar TV a cabo nesses locais. O investimento total no ano será de R$ 1,5 bilhão.

 

Felix, em entrevista coletiva durante a ABTA, que se reaqliza em São Paulo, destacou que essa confiança, frente à conjuntura adversa, se deve ao fato de que o mercado de TV por assinatura no Brasil é um mercado em crescimento, graças às classes emergentes. “Fomos a primeira operadora a investir na classe C”, lembrou, afirmando que a NET tem um portfólio já testado para atender as famílias que estão comprando seu primeiro computador, os jovens que querem ter a experiência de vídeo, voz e banda larga, e os pequenos empresários. Segundo ele, a empresa já oferece a banda larga popular, a R$ 29,90, para cidades em mais três estados além de São Paulo: Paraná, Goiás e Espírito Santo.

A NET hoje oferece serviços em 5 milhões de domicílios em 94 cidades do país e tem em sua base 4,5 milhões de assinantes de TV por assinatura, 4 milhões de banda larga e 3,5 milhões de telefonia. Segundo Félix,  é a quinta maior empresa de telefonia via cabo do mundo.

Netflix

O presidente da NET se manifestou contra a chegada de novos players, que querem entrar no mercado de vídeo sem investir em infraestrutura de rede, sem pagar impostos e sem gerar emprego. Ele se referia a norte-americana Netflix, distribuidora de conteúdos de vídeos e game sobre internet, que está começando a operar no país.

Ele se coloca contra o princípio da neutralidade da rede, defendendo que as autoridades obriguem essas empresas a investir na infraestrutura que utilizam. “Elas não podem operar em condições assimétricas”, afirmou.
Segundo Gustavo Ramos, diretor de novas mídias da Globosat, que anunciou hoje acordo com a  NET para oferta de conteúdo para a TV Everywhere, o servuço Muu, tanto este serviço como o Now, lançado em abril para assinantes de pacote HD, são iniciativas para fidelizar os clientes e defender o negócio da TV por assinatura dos ataques de distribuidoras de vídeo na internet que não cobram assinatura, apenas o conteúdo baixado.

Ramos observou que o modelo de negócios da NET é diferente ao da Netflix. Na operadora, o conteúdo do Muu não será cobrado e a maior parte do conteúdo acessado do Now também é gratuito, enquanto a Netflix cobra pelo conteúdo acessado.

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