NeoTV se reestrutura para atender a demanda de provedores


A associação NeoTV, que surgiu há 12 anos com o objetivo de negociar conteúdo em volume para os operadores alternativos e fazer frente, na época, à Globosat, disponível então apenas para Net e Sky, está mudando seu perfil. Uma das razões é atender à demanda dos pequenos provedores que estão se movimentando para entrar no mercado de TV por assinatura e querem conteúdo adicional para oferecer serviços, como VOD.

“O mercado mudou e a Neo também”, comenta a diretora da NeoTV, Mariana Filizola. “Nosso core continua sendo a negociação de conteúdo, só que hoje não temos mais grandes grupos como sócios (fruto de consolidações no setor como a incorporação da TVA pela Telefônica). Por outro lado, um grande número de provedores locais tem se associado”, relata Mariana. Para dar uma referência na mudança de perfil da associação, ela conta que, em julho de 2011, eram 52 empresas associadas. Hoje, são mais de cem, sem falar nos 200 pedidos que aguardam na fila.

Na Anatel, entre os pedidos de autorização para prestação do Serviços de Acesso Condicionado (SeAC), há 24 processos instaurados relativos a pequenos prestadores. Alguns deles, caso  da Via Real, com operação em Conselheiro Lafaiete (MG) em outras cidades da região teve já teve seu pedido aprovado na semana passada. A empresa se prepara para entrar no mercado de TV por assinatura ainda este ano.

Segundo Mariana, a grande maioria dos que “estão na fila” para se associar à NeoTV, é de pequenos provedores, que estão surpreendendo a associação pelas iniciativas de inovação e de qualidade na infraestrutura. “Eles querem complementar a oferta com o serviço de TV, mas dentro de uma nova mentalidade, com uma forma de pensar mais dinâmica, que exige mais conteúdo”, comenta a executiva.

Em função desse novo perfil, a NeoTV está iniciando um movimento de renegociação com programadores para a oferta de VOD para seus associados. “Como são operadores de internet, contam com a vantagem da banda. Nossa ideia  é desenvolver nosso próprio Netflix, ou seja, os usuários não precisarão mais comprar conteúdo da Netflix, mas de nossa plataforma”.

Com um maior número de associados, a associação também espera reduzir, até o final do ano, os preços pagos pelo conteúdo. Hoje, a negociação da NeoTV com os programadores assegura um custo 30% menor no conteúdo, em relação ao que é pago pelos operadores independentes. Mesmo assim, esse custo é 30% superior ao que os programadores cobram de um grande grupo. “Nossa ideia é que esse percentual caia até o final do ano”, prevê Mariana.

Anterior NIC.br implantará PTTs em Brasília
Próximos Lucro da ZTE pode cair até 80% no primeiro semestre