NEC reforça área de integração e aposta nas cidades digitais


Uma das parceiras da Odebrecht, empresa que lidera o consórcio Arena Pernambuco, a NEC do Brasil aposta na construção da cidade inteligente de São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife, para alavancar outros negócios relacionados à cidades digitais no país. A multinacional de origem japonesa criou um grupo de integração para reunir o expertise da companhia numa unidade de negócios voltada para a construção de cidades inteligentes.

“Temos na NEC profissionais de radiocomunicação, de tecnologias wireless, de sistemas ópticos, de vigilância e de telefonia, que foram reunidos nesse grupo e estamos tentando ‘empacotar’ esses conhecimentos para montarmos uma espécie de lego”, conta Massato Takakuwa, diretor da NEC para América Latina e responsável pelo grupo de trabalho.

“Quando se fala em cidade digital, ou cidade inteligente, estamos falando da integração de várias tecnologias”, diz Takakuwa, acrescentando que essa é uma tarefa complexa. No caso das cidades-sede da Copa, uma das exigências da Fifa é um sistema de gerência de crise, que precisa ser integrado ao sistema do governo federal. “Isso significa que é preciso ter o mesmo protocolo, o mesmo processo, para fazer um link entre os dois sistemas”, cita como exemplo. O executivo destaca a experiência da multinacional em outros projetos fora do país, citando a Arena O2, de Londres, que será palco das Olimpíadas. Segundo ele, toda a parte de eletrônica foi fornecida pela NEC — de sistemas de segurança, de acesso, de telecomunicações, informática, sistemas de bilhetagem, CRM, cobertura wireless até  projetos de cinema 3D. “Temos tanto equipamentos próprios como fazemos a integração de equipamentos de terceiros”, informa.

Localizada a 19 km tanto do centro de Recife como do aeroporto internacional dos Guararapes, a cidade de São Lourenço da Mata terá mais do que a arena multiuso em construção para os jogos da Copa do Mundo. O projeto de cidade inteligente prevê a construção de campus universitário, hotéis e centro de convenção, unidades comerciais, empresariais e residenciais, ocupando uma área total de 240 hectares, totalmente fibrada e com sistemas de segurança e de controle interligados a uma central de operações.

Centro de P&D

A NEC estuda a instalação, na cidade, de um centro de pesquisa e desenvolvimento, mas a dimensão do investimentos ainda não está definida e vai depender dos incentivos a serem oferecidos. Na avaliação do diretor da NEC, a região do Nordeste é propícia para P&D e a instalação de um campus da universidade de Pernambuco na cidade de São Lourenço da Mata é mais um atrativo para P&D local. “É um empreendimento que vai durar de 25 a 30 anos e vamos participar do roadmap tecnológico, o que implica ter um núcleo local para customização e por que não criação?”, diz Takakuwa.

Modelo de negócio

A participação da NEC no consórcio Arena Pernambuco é por meio de parceria e o modelo de negócios ainda está em discussão, segundo Takakuwa. “Tem vários modelos sendo amadurecidos: o tradicional, em que é necessário um Capex (neste, a NEC fornece e recebe pelos equipamentos e serviços), o modelo de Opex, que é uma prestação de serviço, e o modelo de revenue shraring. Tudo pode entrar na equação e acho que terá um pouco de cada “, diz o executivo. “Tudo terá que ser embasado em um business plan, que terá que trazer retorno”, conclui.

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