NEC cria sede na América Latina e planeja dobrar as receitas na região até 2012


O vice-presidente sênior mundial da NEC Corporation e responsável pelos negócios internacionais, Toshiyuki Mineno, veio ao Brasil anunciar a criação da sede regional da companhia na América Latina. A decisão faz parte de uma estratégia global de regionalização, que abrange cinco principais localidades – Ásia-Pacífico, China, EMEA (Europa-África-Oriente Médio), América do Norte e América Latina –, além do Japão. Com a mudança, a NEC espera maximizar a sinergia entre os países do continente por meio da troca de experiências e tomar decisões mais rápidas para atender ao mercado. Como resultado, a expectativa é dobrar as receitas na região. No ano passado, a operação consolidada nos países da América Latina somou US$ 500 milhões. “Para 2012, queremos dobrar esse faturamento”, anunciou Tadashi Ugajin, que estará à frente da nova unidade, com sede no Brasil.

Para executar a meta, a NEC aposta em soluções convergentes de redes de comunicação e tecnologia da informação, em contratos globais para a região e, também, em verticais (segurança pública, educação e saúde estão entre as principais). Na oferta de serviços, a grande aposta é em cloud computing, num modelo de negócios que prevê a parceria da empresa com operadoras de telecom. A NEC desenvolveu as soluções e já firmou uma parceria com o grupo Telefônica, que vai vender os serviços para seus clientes. A oferta tem início pela Argentina, em junho, seguida pelo Brasil, em setembro. “Em cloud computing o conceito é que a NEC seja uma parceira e não um fornecedor”, disse Carlos Martinangeli, atual CEO da NEC Argentina, que está assumindo o cargo de COO da América Latina, acumulando as funções. Pelo modelo de negócio, a NEC terá uma participação na receita obtida com as vendas do serviço pela Telefônica.

Além do grupo espanhol, Tadashi Ugajin destacou que um dos grandes clientes da NEC no México é o grupo Carso, do empresário Carlos Slim, com negócios no Brasil (é dono da América Móvil que controla a Claro, e da Telmex, controladora da Embratel e da NET). “Com a operação regional podemos ter mais sinergias e potencializar a força do grupo”, observou. O executivo destacou que o Brasil foi escolhido para a sede regional pelo desempenho da economia e o potencial no mercado de TI.

Além de cloud computing, a NEC está apostando em soluções integradas de segurança; nas iniciativas de governos em educação; em aplicações para TV digital; além de negócios no conceito de smart energy. Em telecom, além da tecnologia LTE, espera reforçar os negócios em sistemas para redes de transporte, acesso, gestão e gerenciamento. “Com a conectividade as operadoras precisam olhar para os novos serviços e a NEC está posicionada para atender as necessidades (das operadoras) nessas camadas”, comentou o vice-presidente mundial, que vê na oportunidade uma chance de a NEC recuperar parte da participação no mercado de telecom brasileiro.

Subsidiárias
Tadashi Ugajin, que ocupava antes a vice-presidência das operações internacionais da NEC, explicou que a criação da NEC Latin America não altera as operações da Argentina, México, Colômbia e Chile, que continuarão sob à direção dos atuais presidentes. No Brasil, Herberto Yamamuro também dará andamento aos projetos nacionais.

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