Não somos responsáveis por fraudes em distribuidores, diz Cisco


A Cisco divulgou hoje, 29 de outubro, nota oficial para “elucidar questões que a imprensa brasileira vem levantando sobre sua atuação no país”, por conta dos episódios deflagrados pela operação Persona, realizada em conjunto pela Polícia e Receita Federal, e Ministério Público, com relação a suposto esquema de fraudes tributárias envolvendo a importação de produtos …

A Cisco divulgou hoje, 29 de outubro, nota oficial para “elucidar questões que a imprensa brasileira vem levantando sobre sua atuação no país”, por conta dos episódios deflagrados pela operação Persona, realizada em conjunto pela Polícia e Receita Federal, e Ministério Público, com relação a suposto esquema de fraudes tributárias envolvendo a importação de produtos da Cisco. O esquema de importação ilegal teria gerado prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, e teria como responsável a Mude, principal importadora e distribuidora de produtos da Cisco no Brasil.

Na nota a empresa destaca, sobre seu modelo de negócios, que trabalha com mais de 55 canais de parceiros certificados para vender produtos e serviços no país, e que “mais de 90% dos negócios da Cisco no Brasil fluem através de parcerias com canais de distribuição”. A Cisco destacou realizar “um planejamento fiscal adequado que inclui o respeito às leis e práticas tributárias e de importação”, e acredita que “revendedores e distribuidores devem fazer o mesmo”. E avalia que “se ocorreram fraudes fiscais nas empresas que distribuem ou revendem nossos produtos, não somos necessariamente responsáveis por essas ações”. E destaca que nenhuma corporação que opere com um modelo de vendas indiretas pode “endossar ou controlar diretamente todas as ações de seus distribuidores”, ainda que empresas de auditoria sejam contratadas para auditar esporadicamente seus distribuidores.

A empresa reitera ainda que este modelo de atuação se repete globalmente, há muitos anos, e “mais de 80% dos negócios da Cisco fluem através de canais parceiros, que assumem o processo de importação”. Segundo a nota, esse modelo não é inadequado, sendo utilizado por fabricantes de diversas áreas, em todo o mundo, sendo que os fabricantes fornecem descontos a seus revendedores e oferecem descontos adicionais para auxiliá-los em situações especialmente competitivas. Assim, afirma a empresa, “os descontos fornecidos aos nossos revendedores no Brasil estão em total consonância com os que fornecemos em todo o mundo e não têm nada a ver com impostos alfandegários brasileiros”.

Os próximos passos, conclui a nota, se dirigem no sentido de “entender melhor os detalhes e fatos da situação no Brasil”, com a empresa fazendo todo o possível para cooperar com as autoridades brasileiras, além de conduzir “sua própria investigação interna para melhor compreender os acontecimentos e fornecer as informações mais completas possíveis”. (Da Redação)

Anterior Assinatura digital pode economizar até R$ 1.900/ano com cartório
Próximos Saito na gerência de canais da True Access