“Não podemos travar os investimentos da 5G”, diz presidente da CCT


Presidente da CCT, Vanderlan Carodoso (PP/GO). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Com o retorno das atividades do Congresso Nacional na próxima semana, o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado, senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), vai se dedicar ao trabalho de evitar novos embaraços à tramitação do leilão da tecnologia móvel 5G, que já foi adiado do final deste ano para 2021.

“Não podemos travar os investimentos da 5G”, afirmou Cardoso ao Tele.Síntese, ao ser perguntado sobre a intenção do presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), de querer validar o leilão por envolver ameaça à soberania nacional. “O Brasil tem que estar aberto aos investidores”, defendeu Cardoso, que também integra a Comissão de Defesa Nacional.

“Devemos ficar fora dessa briga entre chineses e norte-americanos”, recomendou o parlamentar goiano, numa referência à guerra comercial travada entre os Estados Unidos e a China. Em especial, a pressão lançada pelo presidente Donald Trump para evitar que países aliados comprem dutos da gigante chinesa Huawei para montar suas redes de 5G.

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Na avaliação do presidente da CCT, uma audiência pública conjunta das duas comissões deverá ser suficiente para esclarecer dúvidas. “As audiências ajudam a melhorar o entendimento de várias questões”, sugeriu. Também reforçou que a condução do processo licitatório cabe à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como órgão que regula o setor. “O leilão é da Anatel, mas devemos nos posicionar sobre o leilão que será realizado”, pontuou.

Em entrevista ao programa Poder em Foco, uma parceria do SBT com o jornal digital Poder360, o presidente da Comissão de Defesa Nacional revelou que quer uma regulação rígida para o serviço da 5G. O principal temor dele diz respeito a um eventual domínio da chinesa Huawei no fornecimento dos equipamentos, mas também receia o controle por outras empresas estrangeiras. “Se fosse por isso, o Brasil não teria internet, porque a maioria das empresas que dominam essa ferramenta é norte-americana”, comparou Cardoso.

Investimentos

O presidente da CCT disse preferir oferecer “tapete vermelho” aos investidores com a aceleração da chegada da nova tecnologia, em razão de investimentos já anunciados para aproveitar a onda de negócios que vão surgir por conta da novidade.

Cardoso citou a disposição manifestada em novembro do ano passado, em visita ao presidente Jair Bolsonaro, por Carlos Slim Domit, filho do dono da America Móvil (dona da Claro), o bilionário mexicano Carlos Slim, de investir R$ 33 bilhões no Brasil, nos próximos três anos. Isso sem incluir os gastos com o leilão da 5G. O formato do leilão deverá ser definido pelo Conselho Diretor da Anatel em reunião prevista para o próximo dia 6.

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