“Não há negócios com o unbundling”, admite Telcomp.


O presidente da Telcomp, João Moura, admitiu hoje que o unbundling (compartilhamento da última milha das redes de telecomunicações) não conseguiu se sustentar no mercado brasileiro. “Nós chegamos a contratar consultoria para estudar o modelo brasileiro de unbundling, e foi constatado que não há viabilidade comercial, e não há negócios”, afirmou o executivo no 38 Encontro Tele.Síntese.

Para Moura, a especificidade do mercado brasileiro é difícil de ser entendida, visto que na Europa o acesso banda larga via unbundling representa mais da metade do mercado.

O superintendente de Competição da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou que a nova oferta estabelecida hoje pela agência, que obriga as empresas com PMS a oferecer quatro cabos, com 120 pares de fios, ao invés de seis cabos anteriores, poderá estimular este mercado. Mas na avaliação de diferentes executivos, o mais provável é que ninguém quer mais  usar a rede de cobre para fazer unbundling de voz, visto que o mercado todo migra para a comunicação de dados.

Mercado Corporativo

Para a entidade, a Anatel não pode se insentar de regular a oferta de atacado para o mercado corporativo, visto que este é o segmento que estimula o acesso a infraestrutura das teles. “EILD é um mercado de escala”, concluiu.

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1 Comment

  1. Felipe Guerra
    17 de julho de 2014

    Esta afirmação não faz sentido. Existe demanda por serviços e por competição.
    O que acontece é que querem fazer unbundling da ultima milha em cobre quando já estão vendendo fibra. O certo seria fazer o unbundling da fibra.