Não há espaço para os canais públicos de TV digital em São Paulo


 O superintendente de Comunicação de Massas da Anatel, Ara Minassian, fez hoje um alerta, em palestra na Câmara dos Deputados: não há espaço para os canais públicos de TV digital no estado de São Paulo. Segundo ele, além de faltar freqüência para os quatro canais – Executivo, Cultural, Educativo e Comunitário – criado pelo decreto …

 O superintendente de Comunicação de Massas da Anatel, Ara Minassian, fez hoje um alerta, em palestra na Câmara dos Deputados: não há espaço para os canais públicos de TV digital no estado de São Paulo. Segundo ele, além de faltar freqüência para os quatro canais – Executivo, Cultural, Educativo e Comunitário – criado pelo decreto presidencial que instituiu o Sistema Brasileiro de TV digital, também não haverá espaço para os canais de TV da Câmara e do Senado, se for mantida a atual distribuição do espectro de freqüência.

Segundo Minassian, a Anatel aguarda uma orientação do governo para poder apresentar uma solução técnica para o problema. Conforme o superintendente, a agência apenas conseguiu alocar novas freqüências para a transmissão simultânea dos sinais analógicos e digitais de TV para as geradoras e a maioria das retransmissoras comerciais instaladas na capital paulista, mas já nessa conta,  três retransmissoras ficarão sem freqüência.

Como os canais públicos ainda não foram criados, nem a TV Câmara e  Senado têm geradoras  em São Paulo, o déficit de canais chega a 18 (dois espectros de 6 Mhz para cada canal, além das retransmissoras não contempladas).

Segundo Minassian, para resolver essa questão, a Anatel precisa  do Poder Executivo. Para resolver essa questão, a agência sugere que os canais públicos compartilhem uma única freqüência, e mesmo assim, terão que ocupar o espectro atualmente preeenchido por alguma das oito retransmissoras que existem em São Paulo, mas que as suas geradoras estão localizadas em outra região do país.

Ou, ainda, há a possibilidade de se usar o espectro de UHF (que vai do canal 60 a 69), hoje ocupado por repetidoras, mas que no mundo todo está sendo destinado para novos serviços de telecomunicações. “Do jeito que está, alguns canais vão ficar de fora da digitalização. Não é um problema da agência, mas do Brasil, e por isso, aguardamos a orientação do  governo”, completou ele.

Existem hoje no Brasil 481 geradoras e 9.956 retransmissoras de TV para as quais a Anatel terá que destinar uma nova freqüência, que será ocupada por no mínimo 10 anos, durante a fase do simulcast (a transição da transmissão analógica para a digital). 

Anterior Receita de DDD da BrT cresce 7,5% no 1T07
Próximos Neovia lança VoIP para mercado corporativo