“Não dependemos de consolidação”, diz Abreu, da TIM


Ao falar à imprensa em Nova York, o CEO da TIM, Rodrigo Abreu, afirmou hoje, 15, que a companhia está bem posicionada para enfrentar os dilemas da economia brasileira neste ano e no próximo. Destacou a crença do grupo em uma retomada, o que justifica os planos de investir pelos próximos três anos. Ressaltou, ainda, que o cenário de consolidação das telecomunicações no país não mudou, mas a intensidade dos rumores, sim, e que a operadora não depende desse expediente para melhorar seu posicionamento.

“As condições de consolidação não mudaram, mudaram os níveis de especulação. Temos um plano que é atingível, sem recorrer a isso. Não dependemos de consolidação pois temos uma posição de mercado que é sustentável”, falou. A empresa costuma ser a aposta de analistas quando o assunto é fusão ou compra pelas concorrentes Claro, Vivo e Oi.

O executivo reclamou também da avaliação que o mercado faz das ações da operadora. “Estamos pelo menos 25% a 40% com valor de mercado abaixo do que deveríamos ter. Neste ano, houve queda em função da situação macroeconômica, mas acreditamos que a situação macroeconômica vá mudar. Esperamos que ano que vem a inflação se reduza para um nível mais controlado”, disse.

Essa visão de médio a longo prazo justifica o aumento dos investimentos, por parte da empresa, até 2017. “Aumentar o Capex é uma obrigação para impulsionar o crescimento dos próximos 3 a 5 anos. Depois disso, o investimento voltará a níveis normais”, disse. Os níveis normais seriam de cerca de 15% em relação às vendas.

Abreu comentou, ainda, a possível entrada da AT&T no mercado brasileiro. Hoje, a empresa atua por meio da Sky, principalmente com a oferta de TV paga. “A nosso ver, a posição deles como player de DTH não é sustentável. Eles terão que investir no mercado móvel ou vender a operação”, disse. A afirmou que uma possível entrada dos norte-americanos no Brasil não afetaria a TIM no primeiro momento, as os concorrentes Claro e Telefônica, que dispõem de ofertas em bundles.

Anterior TIM parte para a briga no pós-pago
Próximos Algar paga R$ 42 milhões a debenturistas