A quantidade de acessos LTE (4G) na América Latina deve superar a de 3G apenas em 2019, conforme relatório da empresa de pesquisas GlobalData. O fenômeno aconteceu no Brasil em outubro de 2017, quando o país chegou à marca de 95 milhões de acessos com a tecnologia.

Conforme a GlobalData, o 4G continuará a crescer pelos anos seguintes. Em 2022, será responsável por 65% das conexões à internet móvel na região. Significa que, até lá, a quantidade vai duplicar. As assinaturas móveis na América Latina chegarão a 804 milhões no ano de 2022.

A 5G Américas, entidade que representa operadoras nas Américas, diz que o avanço será resultado direto dos investimentos. Mas há ameaças.

“O espectro radioelétrico é o insumo vital das redes sem fio, e já estamos nos aproximando do mundo da 5G que permitirá a Internet das Coisas (IoT). A principal preocupação para o futuro é que precisaremos entre 3 e 18 GHz de frequências em áreas densamente povoadas para que as tecnologias funcionem corretamente”, diz José Otero, diretor da entidade para América Latina e Caribe.

Segundo ele, há explicação para o Brasil estar à frente na adoção da tecnologia. O Brasil foi o país que “mais entregou espectro para o funcionamento das redes 2G, 3G e 4G”, lembra.

A GlobalData traçou outras previsões. Estima que redes 5G serão ativadas na região em 2021. Já o M2M atingirá 70 milhões de assinaturas em 2022, impulsionado pelo uso em gestão de frotas, cidades inteligentes e carros conectados. (Com assessoria de imprensa)