Na AL, ritmo de crescimento da banda larga se reduz.


A América Latina (AL) está, em banda larga, no mesmo nível de países europeus. A afirmação é de Luis Castejón, professor da Universidade Politécnica de Madrid, feita hoje, 23 de maio, em seminário da AHCIET (Associação Hispano-americana de Centros de Investigação e Empresas de Telecomunicações). Para ele, “na AL, a oferta está satisfazendo a demanda …

A América Latina (AL) está, em banda larga, no mesmo nível de países europeus. A afirmação é de Luis Castejón, professor da Universidade Politécnica de Madrid, feita hoje, 23 de maio, em seminário da AHCIET (Associação Hispano-americana de Centros de Investigação e Empresas de Telecomunicações). Para ele, “na AL, a oferta está satisfazendo a demanda de banda larga no mesmo nível que a Espanha, considerando o número de linhas fixas instaladas que contratam acesso à internet.”

Castejón citou dados da Telefónica, segundo os quais a empresa obteve 37,6% de aumento em acessos à internet banda larga em suas operações na Espanha entre 2005 e 2006, enquanto na AL o crescimento foi de 40% no mesmo período, 32,5% no Brasil, 63,7% no Chile, e surpreendentes 70,1% na Argentina. Mas lembrou que a penetração ainda é relativamente baixa na região, registrando que em 2006 a Venezuela possuía apenas 1,3% da população com acesso à banda larga, enquanto no Peru este índice é de 1,9%, na Argentina é de 4,1% e o Brasil, que possuía 5,7 milhões pontos de acesso, registrava apenas 3% de penetração.

O pesquisador ressaltou que na AL “há sintomas de esgotamento no crescimento do mercado de acesso à internet”, que seria explicado em grande parte pela diminuição do crescimento de linhas fixas, cujos usuários tendem a migrar mais facilmente para a banda larga. A baixa renda é o fator que mais impacta no fraco desempenho da região, gerando um círculo vicioso que impede mais investimentos, acessos e concorrência neste setor.

Para Castejón, a solução seria adotar marcos regulatórios favoráveis a investimentos, com política públicas de fomento à demanda. Ele afirma que a convergência entre tecnologias, e fusões entre empresas do setor, levam os reguladores a considerarem duas possibilidades distintas de processos de concentração: os horizontais intrasetoriais, com empresas da mesma área se fundindo, ou verticais setoriais, cujo exemplo seria empresas de telefonia adentrando o mercado de TV a cabo. Para ele, a convergência e globalização se manifestam gerando assimetrias regulatórias entre os setores de telecomunicações e mídia frente à internet; na exclusividade dos conteúdos; e no desenvolvimento de novas capacidades e metodologias para os reguladores.

A conclusão do pesquisador é que os reguladores devem “elaborar uma metodologia comum de análise de competição regional, que preveja abusos de posições de domínio, considere os efeitos que fusões e aquisições terão no mercado, e que leve em conta políticas públicas para o desenvolvimento de redes.”

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