Na AL, 540 milhões não têm acesso a serviço de dados.


Barcelona – Apesar da enorme evolução da telefonia móvel celular na última década na América Latina, que hoje conta com uma base de 500 milhões de usuários de celular para uma população da ordem de 600 milhões de habitantes, este é um mercado que ainda oferece enormes oportunidades. A avaliação é de Daniel Hajj, CEO da América Movil, que vai investir US$ 20 bilhões para oferecer conectividade aos usuários dos diversos países da América Latina onde atua. No Brasil, está presente através da Claro.

É no acesso permanente ao serviço de dados onde está a maior carência da região. Só 65 milhões têm o serviço, contra 540 milhões de latino-americanos que não têm acesso. E o desafio, disse ele, não é só de ordem técnica, como ampliar a cobertura ainda deficiente. “Como a população é pobre, é preciso reduzir o preço dos smartphones. Temos que desenvolver modelos de negócios para conseguir ter resultado com clientes que são pobres”, disse. Sua expectativa, se esse modelo de negócio for desenvolvido, é de que em cinco anos mais 400 milhões vão ter seu smartphone ou outro dispositivo de acesso à internet.t

A jornalista viaja a convite da Alcatel-Lucent

Anterior Otimismo domina o discurso das operadoras no MWC
Próximos China Mobile quer terminais com sistemas abertos