MWC: Presidente da América Móvil defende preço adequado para espectro


Barcelona – Daniel  Haja, CEO da América Móvil, maior operadora de telecom da América Latina e dona da Claro, NET e Embratel no Brasil, defendeu hoje, durante a abertura do Mobile World Congress (MWC), que as frequências sejam vendidas a preços adequados. Embora o executivo não tenha feito referência explícita ao Brasil, ele fez sua análise baseando-se exclusivamente na América Latina, onde a operadora está presente em 18 países. Recentemente, o governo brasileiro anunciou que a orientação para a venda da frequência de 700 MHz, cujo leilão deverá ser realizado no segundo semestre, é a maximização monetária, para gerar caixa ao Tesouro Nacional. “A regulação deve ser estável e previsível, para estimular investimentos”, alertou  ele.

Na avaliação do executivo, quatro novas ondas estarão norteando o setor nos próximos anos: a hiper demanda por serviços de dados (com o incremento do uso intensivo de vídeos pelo celular); o salto do M2M (conexão máquina a máquina); o lançamento de aparelhos mais sofisticados (capazes de agregar mais informações, como o batimento cardíaco do usuário); e o uso intensivo do Big Data, para as empresas identificarem a próxima melhor promoção para cada cliente.

 

O presidente da América Móvil, operadora que tem como controlador o homem mais rico do mundo, Carlos Slim, assinalou que a América Latina cresce, desde 2010, 6% ao ano, ou o dobro da economia norte-americana; que tem uma classe média que aumentou 75% nos últimos 20 anos, e que registrou o crescimento de 70% na telefonia fixa e de 140% na móvel. 

 

Segundo o executivo, o preço do minuto do celular caiu 85% desde 2008, e a sua empresa duplica os investimentos na região todos os anos. 
 

A jornalista viaja a convite da Alcatel-Lucent.

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