MWC: Minicom não abre mão de impor obrigações de cobertura no edital de 700 MHz


Apesar de a maioria das operadoras de celular reclamarem dos preços das frequências cobrados pelos governos e agências reguladoras, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que as operadoras brasileiras deverão contar com muitas obrigações de cobertura no edital de venda das faixas de 700 MHz, a ser elaborado pela Anatel. “A frequência é um bem limitado. E todo mundo a quer. Nós não pretendemos arrecadar para o Estado, mas queremos transformar o máximo possível a venda desta frequência  em investimentos”, afirmou o ministro, que participa do MWC.

 

Para ele, ou as empresas fazem os investimentos necessários em infraestrutura, ou repassam recursos para os cofres do governo quando vão comprar frequências. “As empresas terão obrigações de cobertura, não tem como deixar de exigir isto”, afirmou.  E ele prefere que sejam feitos investimentos em rede e oferta de mais serviços para os usuários, do que simplesmente ampliar a arrecadação.

 

Bernardo não vê problemas em a Anatel liberar as frequências atualmente ocupadas pelos serviços de segunda e terceira geração (como a faixa de 1,8 GHz) para a LTE.


Investimentos

 

O ministro reiterou que a presidente Dilma Rousseff está querendo ampliação dos investimentos nas telecomunicaçoes. Segundo Bernardo, vários projetos estão sendo discutidos, entre eles, o de alteração do marco regulatório do STFC (telefonia fixa). “Tudo está sendo discutido. Pois é certo que o STFC da concessão está definhando e, até o final do ano, a Anatel precisa lançar uma nova proposta para a renovação das concessões que ocorrerá em 2015”, completou.

Estádios

A reunião com os donos dos estádios de futebol que vão receber os jogos da Copa das Confederações está sendo realizada hoje pelo ministério dos Esportes. Segundo Bernardo, há problemas na instalação dos equipamentos de telecom, e esta reunião é para resolver estes problemas. 

A jornalista viajou a convite da Alcatel-Lucent

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