MWC: Fechamento de escritório latino não enfraquece o posicionamento da região, afirma diretor da Telefónica.


Barcelona – O fechamento da divisão Latino-Americana (além do encerramento da Telefônica Digital e do escritório de Londres) anunciado ontem (26) pelo grupo Telefónica, não modificará a atenção da operadora para os mercados latinos. “Nada muda”, afirmou ao Tele.Síntese o diretor de Assuntos Regulatórios e Negócios de Atacado para a América Latina do grupo, José Juan Haro.

 

Segundo o executivo, o Brasil, maior mercado latino e já com quase metade do faturamento do grupo, continua bastante fortalecido. Na reestruturação, com saída de Santiago Fernández Valbuena, que presidia a Telefônica Latinoamerica por São Paulo, o diretor geral da Vivo, Paulo César Teixeira, passa a se reportar diretamente a José María Álvarez-Pallete, o segundo principal executivo da companhia, presidida por Cesar Alierta.

 

Pauta

 

Conforme Haro, o Brasil tem uma pauta regulatória um pouco diferenciada a dos demais países da América Latiana. Em relação às faixas de frequências, por exemplo, o país tem, segundo ele, uma boa quantidade de espectro para as operadoras, enquanto nos demais países vizinhos, a grande discussão deste ano deverá girar em torno da aquisição de frequências no mercado secundário. No Brasil, esta prática não é permitida, mas em diferentes países latinos ela começa a ser regulamentada.

 

Para Haro, dois são os grandes temas regulatórios brasileiros do momento: as concessões de telefonia fixa, que, no seu entender, precisam ter a discussão da reversibilidade dos bens aprofundada, e a licitação da faixa de 700 MHz. Para o executivo,  enquanto não se resolver o problema das interferências – que preocupa tanto os operadores de telecom como os radiodifusores, ressalta – é difícil fazer qualquer previsão sobre quanto valeria esta faixa.  O governo está estimando arrecadar no mínimo R$ 7,5 bilhões. 

A jornalista viaja a convite da Alcatel-Lucent

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