MWC: Facebook conclama operadoras de celular a oferecer internet de graças nas redes 2G e 3G



Barcelona
– Com uma grande plateia de dirigentes das operadoras e da indústria, o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, não deixou por menos em sua primeira visita ao mundo “hard” das telecomunicações: conclamou os operadores de celular a se engajarem na proposta de conectar a maioria da população que está fora da internet muito mais rapidamente do que a previsão do setor, que propõe a universalização da internet para o ano de 2020. “Um terço da população não tem acesso nenhum à internet. Enquanto isso, 80% da população tem cesso às redes de celular 2G e 3G. Por que essas mesmas pessoas não acessam a web?” E o executivo tem o seu diagnóstico: por que as pessoas não sabem qual é a utilidade da internet, o que poderia ser facilmente resolvido pelas empresas de celular.

 

Para Zuckerberg,  o fato de a maioria da população global não ter acesso à internet não está relacionado à renda, mas sim à ausência de conhecimento do que a web pode oferecer. Para reverter esta realidade, ele está firmando parcerias com algumas operadoras de celular para criar um novo modelo de negócios que, obviamente, envolva o Facebook. No modelo criado pelo executivo, a operadora de celular passa a oferecer gratuitamente alguns serviços de mensagem do Facebook e outros serviços essenciais para seus clientes, de maneira a estimular o conhecimento à internet.

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Este modelo está sendo desenvolvido em parceria com a operadora Globe, nas Filipinas, e Tigo, no Paraguai. A sua ideia é firmar pelo menos mais cinco ou seis contratos este ano, para fortalecer o modelo de negócios. Segundo ele, nos primeiros meses de lançamento dos serviços, o consumo de comunicação de dados nessas duas empresas aumentou mais de 50%.

 

E de que maneira as operadoras de celular irão capitalizar recursos com este modelo? Para Zuberberg, a resposta é simples: na venda dos acessos aos outros conteúdos além daqueles que estão sendo oferecidos gratuitamente.

 

WhatsApp

 

Quanto ao valor pago pelo WhatsApp que, para a indústria de telecom, foi um preço muito alto, Zuckerberg tem na ponta da língua as razões para os 19 bilhões de dólares: 500 milhões de usuários em todo o mundo, 70% deles usando o serviço diariamente. Conforme o executivo, o WhatsApp vai continuar a ser uma unidade autônoma, só ganhando fôlego financeiro para ampliar sua atuação.

 

Zuckerberg assinalou que as empresas de OTT, como o Facebook, também estão contribuindo para aumentar a eficiência do ecossistema como um todo. E disse que está entregando serviços de dados de maneira mais eficiente (seu serviço consome menos banda, mesmo ampliando a informação); ajudando a produção de smarphones mais baratos e estimulando a venda de melhores conteúdos por parte das operadoras. 
 

A jornalista viaja a convite da Alcatel-Lucent

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