MWC: Alcatel-Lucent projeta crescer até 8% na América Latina este ano.


Com um novo presidente e um novo modelo operacional, no qual a região da América Latina passa a responder diretamente à matriz norte-americana, a divisão latino-americana da Alcatel-Lucent traça planos ambiciosos na região, depois do crescimendo de 17% nas receitas  ano passado. “Pretendemos crescer o dobro do mercado latino-americano este ano”, afirmou Osvaldo Di Campli, presidente do Caribe e América Latina, em coletiva durante o Mobile World Congress (MWC), que ocorre em Barcelona.

 

As estimativas são de que o mercado de telecom da região crescerá entre 3 a 4% em 2013, o que significa que a empresa tem metas de aumentar em até 8% o seu faturamento. Para isto, conta com um amplo leque de soluções em seu portfólio, que permitem, conforme salientou Campli, que 50% de todo o tráfego de banda larga gerado na América Latina passem por algum tipo de produto da Alcatel-Lucent.

 

O ano passado foi bem promissor para a empresa em grandes mercado latinos. Além de ganhar a concorrência para integrar a rede de IPTV da Oi – tarefa já concluída nas cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte – voltou a se reposicionar no mercado da telefonia móvel – de onde tinha saído durante a 3G – ganhando uma parte do contrato da LTE para a 2,5 GHz da Oi.

 

O Compartilhamento de infraestrutura entre Oi e TIM anunciado recentemente, reconhece Jonio Foigel, presidente da Alcatel-Lucent para o Brasil, terá impacto inicial no contrato, visto que o acordo prevê divisão de Capex. Mas no médio prazo, o executivo acredita que esta situação irá se reverter, tendo em vista que a fabricante passará a atender dois operadores.

Cabo submarino

Contribuiu também para o ótimo desempenho Alu na região no ano passado o contrato de construção do cabo submarino para o grupo América Móvil, que deverá estar concluído no final deste ano e irá cortar sete países (ligando os Estados Unidos até o Brasil, em Fortaleza) e 11 pontos em terra. O cabo tem 50 terabits de capacidade, o que permite transportar 500 mil filmes HD por segundo.

O novo CEO

Michael Cobes, o novo presidente da empresa, assume a função em abril. Originário da Vodafone Europa, ele tem o grande desfio de recolocar todas as divisões da empresa nos trilhos da lucratividade, o que não foi alcançado por Ben Verwaayen, o ex-CEO.


A jornalista viajou a convite da Alcatel-Lucent



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