“MVNO é para nicho de mercado, mas há muitos nichos”, diz Valente


O presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente, evitou, neste segunda-feira (27) comentar o impacto para a companhia do acordo com a Virgin Mobile Latin America, que agora precisa apenas da autorização da Anatel para iniciar sua atuação no Brasil como operadora virtual móvel (MVNO). O executivo disse apenas que “este é um mercado de nicho, mas que há muitos nichos a serem explorados”. A inglesa Virgin tem como foco o consumidor jovem, que utiliza serviços prá-pagos. 

O mercado brasileiro de operadoras virtuais ainda engatinha e muitos questionam a dificuldade de se fechar contrato com uma operadora móvel, pré-requisito para entrar com o pedido de autorização para prestação de serviço na Anatel. Até dezembro, Porto Seguro e Datora, as duas MVNOs do país, contavam com 101,11 mil e 19,63 mil acessos, respectivamente. Em dezembro do ano passado, a Porto Seguro, única ativa naquele mês, contabilizava apenas 8 mil acessos. 

Em junho do ano passado, a francesa Sisteer informou que havia fechado um acordo com a Vivo para iniciar a operação de MVNO, mas até o momento o anúncio oficial não foi feito. Apesar de não ser no modelo MVNO, a Vivo também fechou um acordo de “aluguel da rede 3G” com a NII Holdings no Brasil. 

Valente esteve nesta segunda-feira (27) na coletiva de imprensa da Campus Party, que se realiza esta semana no Anhembi, em São Paulo. 

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