Dupla tributação impede crescimento do MVNO no Brasil


Serão mais de 200 MVNOs no Brasil, acredita Pat Carroll, CEO da empresa de segurança virtual Validsoft. “Todo time de futebol, toda rede de supermercado e departamentos de governo vão querer ser uma MVNO. Isso só se acontecerá, no entanto, quando houver uma regularização das transações entre os operadores, pois, por enquanto, há uma dupla tributação”, argumentou Carroll durante evento sobre os desafios da segurança nas redes de MVNO. Pat Carroll, CTO da operadora holandesa Elephant talk, também reiterou a preocupação com a dupla tributação pois esta prática limita a expansão das operadoras de MVNO.

O ponto nevrálgico nesse tipo de negócio está nos terminais de acesso móveis (smartphones, tablets, etc) que já têm um número de vendas superior a PCs no Brasil, e até 2013 serão o principal meio de acesso a web, complementou Norberto Ferreira, gerente de aplicações multimídia da CpqD. Para esta realidade, o modelo de segurança para transações por dispositivos móveis da Validsoft tem alguns diferenciais. Além de tornar disponível um cartão para captação de NFC (ponto wireless de curto alcance) no celular, baseia a autenticação do mesmo em quatro informações – algo que só o usuário sabe, tem, é e onde está. O software, ao invés de rastrear exatamente onde o cliente está, prefere confirmar onde o proprietário do aparelho não está. Por exemplo, se um fraudador consumir algo em outro país, a Validsoft não informa que país é este, mas se você dono do aparelho, através do cartão no celular, está ou não lá.

Luiz Shibata, diretor de consultoria da PromoLogicalis, ressaltou alguns pontos importantes para uma empresa não fracassar ao atuar como o operador virtual de celular, ou MVNO: deve conhecer o seu público-alvo melhor que a operadora principal (MNO), não fazer investimentos mais altos do que o necessário e se preparar para a convergência de plataformas – “o lançamento do iCloud, por exemplo, é um movimento muito significativo”, comentou. Assinalou também que o MVNO deve estar preparado pelo aumento da procura por novos canais de distribuição e de informação. Tudo isto deve ser levado em conta, porque, segundo os casos analisados pela PromoLogicalis, o modelo de negócios para as operadoras não é muito lucrativo – gira em torno de 10% a 15% de lucro líquido.

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