Móveis defendem o padrão europeu


No documento entregue, pelas celulares, à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a TV digital, elas defendem o padrão europeu como o mais adequado ao país. A posição, no entanto, não foi unânime entre elas. Na carta entregue à ministra, que acompanha o documento “Análise dos modelos de negócio para empresas do Serviço Móvel …

No documento entregue, pelas celulares, à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a TV digital, elas defendem o padrão europeu como o mais adequado ao país. A posição, no entanto, não foi unânime entre elas. Na carta entregue à ministra, que acompanha o documento “Análise dos modelos de negócio para empresas do Serviço Móvel Pessoal em relação à TV digital”, foi destacada a posição da Vivo, que não tem preferência por nenhum padrão, mesma posição defendida pela Telefônica, uma de suas controladoras.

Para as demais, a escolha do padrão é tão importante que o documento dedica um de seus quatro capítulos ao tema. Basicamente, a visão das celulares é que o sucesso da prestação do serviço da TV digital portátitl depende de um modelo de negócios sustentável e que atenda aos interesses da sociedade brasileira. Para a viabilidade do modelo de negócios, consideram essencial a participação das operadoras móveis em cooperação com radiodifusores e produtores independentes para a oferta de serviços convergentes. E asseguram que “o padrão europeu de TV digital portátil, o DVB-H, é o único que não restringe tecnicamente a prestação do serviço aos atuais radiodifusores, ampliando o número de atores”.

Receita e escala

O documento observa, ainda, que o fornecimento de conteúdo pago sob demanda, em adição aos canais abertos, “é condição necessária para a geração de novas e maiores receitas, melhorando a sustentabilidade da prestação do serviço”. E diz que o padrão DVB-H é o único que apresenta “soluções técnicas testadas de controle de acesso a conteúdo pago sob demanda para o serviço de Tv digital portátil”.

Outro ponto a favor do padrão europeu se relaciona, de acordo com o documento, com o preço do terminal portátil. Ao considerar que o baixo custo do terminal é fator determinante para a disseminação do serviço, ele observa que a maior adoção do DVB-H no mundo implica economias de escala que, ao lado da utilização de sistemas operacionais abertos (Linux) por muitos terminais, é fundamental para a redução do preço. Por último, destaca que um fator crítico para o uso de serviços de TV digital portátil pelos usuários é a autonomia da bateria do terminal móvel. E que, nesse aspecto, o padrão DVB-H é o que apresenta desempenho significativamente superior.

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