Motorola reforça linha Razr para brigar pelo primeiro smartphone dos brasileiros


A Motorola Mobility, empresa da Google, apresentou nesta quarta-feira (13) em evento em São Paulo dois smartphones Razr com opção dual-SIM e faixa de preço menor, para disputar o consumidor que entra agora no universo dos dados móveis no país. O aparelho Razr D1 chega ao mercado a partir de R$ 499, e conta com modelos com funcionalidades consideradas importantes por consumidores da classe C como TV analógica/digital. Já o Razr D3 tem preço sugerido de R$ 799 e funcionalidades avançadas como tecnologia de comunicação por aproximação NFC e processador dual core.

O objetivo da fabricante é obter o mesmo sucesso com os modelos D1 e D3 que obteve com o Razr I – primeiro smartphones com processador Intel ao chegar ao país -, cujas vendas superaram a expectativa de vendas da fabricante, motivo pelo qual chegou a faltar aparelho nas lojas. De acordo com o vice-presidentre da companhia no Brasil, Sergio Buniac, o Razr I é líder na categoria de smartphones de R$ 1 mil a R$ 1,3 mil.

“Com estes produtos, atingimos patamares de preço que têm maior poder de alcance [entre a população brasileira]. No caso, seis vezes maior do que o do Razr I”, afirmou Rodrigo Vidigal, gerente de marketing da companhia. Os produtos já estão disponíveis no comércio virtual e deve chegar a lojas e todas as operadoras nas próximas semanas.

Além de avançar no sentido dos consumidores de menor poder aquisitivo, os lançamentos também são mais alguns passos da Motorola em seu realinhamento no mercado. Após a aquisição da Google, a Motorola decidiu investir em um portfólio mais enxuto de aparelhos, mas icônicos, como faz a Apple com o iPhone e a Samsung com a família Galaxy.

“Nosso foco é na linha Razr, nos quatro aparelhos que estamos trabalhando no Brasil [Razr HD, Razr I, Razr D1 e D3]”, declarou Vidigal. Os executivos evitaram comentar se a linha ganhará novos modelos.

A Motorola espera que o mercado brasileiro cresça de 5% a 10%, um cenário que pode mudar caso seja aprovada a desoneração dos smartphones pelo Governo Federal, prometida pelo Ministério das Comunicações, e que poderia reduzir o preço final dos aparelhos entre 8% a 15%. O decreto estaria nas mãos de Dilma Rousseff e segundo o ministro da pasta, tem o aval da presidenta, mas ainda aguarda últimas negociações com a Fazenda. “Se sair a desoneração, há potencial para o cenário mudar”, lembrou Buniac.

O Brasil e a América Latina são mercados estratégicos para a Motorola, tanto que os aparelhos foram desenvolvidos a partir das necessidades dos consumidores locais e lançado primeiramente no país. Nos próximos meses, haverão lançamentos dos modelos em outros mercados, explicou Buniac, especialmente na América Latina.  

O primeiro smartphone
O desenvolvimento dos Razrs D1 e D3 se baseou em uma pesquisa com consumidores que buscavam seus primeiros smartphones ou que trocariam os seus primeiros aparelhos em busca de melhorias e experiências mais avançadas. Foram os entrevistados que apontaram a importância das cameras dos aparelhos, que levou a companhia incluir em hardware e software em câmeras com melhor capacidade.

Assim, os novos modelos Razr contam com uma inovação no sensor de iluminação, que permite a captação mais eficaz da luz, garantindo fotos com qualidade mesmo em ambientes escutros. Ainda, está à disposição dos usuários dos RAzr D1 e D3 a tecnologia High Dinamic Range (HDR) que captura e combina diversas fotos, para obter a melhor imagem final. 

Outra demanda do usuário está na garantia de que os dispositivos não se tornariam obsoletos rapidamente. Para responder a isso, a Motorola garante a atualização do sistema operacional para que possam receber a atualização do Android e incluiu 1 Gb de memória RAM nos smartphones para que suportem a nova versão.

De acordo com o gerente de produto da Motorola Brasil, Renato Arradi, os Razr D1 e D3 são os aparelhos com as melhores características em suas respectivas faixas de preço.
 

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