Modelo de aluguel de antenas deve crescer no Brasil





O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acredita que o momento de implantação da infraestrutura de rede 4G deve vir acompanhado de uma “revolução” no que diz respeito ao modelo de construção e estruturação das redes das operadoras. Entre as mudanças, ele acredita no modelo de aluguel de antenas, em que as operadoras não mais construiriam sua própria rede, mas a alugariam de uma terceira empresa, especializada.

“Este modelo está aí, veio para ficar”, disse Bernardo, referindo-se à compra de 1,5 mil antenas da Telefônica/Vivo pela American Towers, sendo que parte do negócio foi recentemente aprovado pelo Cade. O modelo de aluguel de infraestrutura pode ser interessante para as operadoras especialmente na operação de 4G, que requer um número maior de antenas para adequado funcionamento do que em 3G. Ainda, a desoneração tributária para construção de novas redes poderia estimular a criação de novas empresas como a BR Towers. 
 

Além desse novo modelo de aluguel de antenas, o governo segue aposta no compartilhamento de redes, que deve ser regulado no Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). “A crise da telefonia móvel poderia ter sido mitigada se as empresas compartilhassem rede”, disse Bernardo, referindo-se a medida da Anatel que impediu a venda de novas linhas de celular por operadoras com maior número de reclamação por estado, até que essas apresentassem um plano de investimento. 

 
 

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