Mobilidade agora é nuvem: reduz investimentos, permite melhor entrega de serviços e economia de espectro.


 

Barcelona – Os muitos lançamentos de soluções para o armazenamento de dados e serviços em nuvem que marcam o Mobile World Congress, que se realiza em Barcelona, indicam que a indústria da mobilidade entrou em uma nova fase. É um caminho sem volta, na opinião de executivos de operadoras e fornecedores de tecnologia. “A mobilidade já é nuvem”, assegurou René Oberman, CEO da Deustche Telecom.

Entre as vantagens que Oberman vê no armazenamento em nuvem está a redução dos investimentos ncessários para enfrentar o crescimento exponencial do tráfego de dados, a melhor entrega de serviços aos usuários e a economia de espectro, que já é muito limitado em alguns países europeus. Para ele, a nova configuração do modelo de negócios exige maior cooperação dentro do ecossistema móvel entre operadoras e fornecedores, inclusive os pequenos desenvolvedores que são também um celeiro de inovação.

Mas o armazenamento de conteúdo em nuvem exige, necessariamente, o uso de redes inteligentes e com gerenciamento sofisticado, destacou Jonh Chambers, CEO da Cisco, para quem os pilares da mobilidade em nuvem estão na inovação, na monetização, na otimização e na velocidade. O modelo desenhado pela Cisco unifica no data center os dados em nuvem e a rede inteligente voltada para a entrega de serviços. “A arquitetura da rede tem de ser integrada e pressupõe o uso de diversas tecnologias móveis”, disse Chambers.

No novo modelo de negócios da mobilidade, é preciso, na visão de  Ben Venwaayen, presidente da Alcatel-Lucent, dar mais atenção ao que o usuário quer, à personalização do serviços. Ao concordar com ele, Oberman lembrou, arrancando gargalhadas da plateia, que houve um tempo em que se dizia, nas operadoras, “que o cliente era pouco amigável”. Mas esse tempo está longe. O CEO garantiu que as operadoras de telecom não são mais “um tubo surdo”. Hoje, assegura, são “tubo inteligente”.

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