Móbile TV exige modelo híbrido entre serviço pago e aberto


O sucesso para a TV no celular depende de uma oferta que reúna os canais abertos, com interatividade, e os canais pagos, para sustentar o negócio. Essa é a opinião tanto das emissoras de TV quanto da Qualcomm, que investiu na compra de licença na faixa de 700 MHz e opera no mercado de TV …

O sucesso para a TV no celular depende de uma oferta que reúna os canais abertos, com interatividade, e os canais pagos, para sustentar o negócio. Essa é a opinião tanto das emissoras de TV quanto da Qualcomm, que investiu na compra de licença na faixa de 700 MHz e opera no mercado de TV móvel pago nos Estados Unidos. “O modelo híbrido é fundamental, porque o modelo free traz audiência e o pay TV pode sustentar o negócio”, acredita Alberto Blanco, da Participe TV.
 
Peggy Johnson, vice-presidente da Qualcomm para Américas e Índia, também defendeu esse modelo em palestra realizada hoje no Congresso da ABTA sobre “TV paga de bolso”. A audiência da TV nos celulares tende a crescer com as redes 3G, disse Johnson, lembrando que são vendidos 120 milhões de TVs por ano e que a previsão para a venda de celular com TV para 2012 é de 267,6 milhões de unidades. Peggy citou pesquisa realizada com consumidores de 134 países, informando que 45% deles disseram que assistiriam TV no celular, em seu tempo ocioso ou em transporte público.

“No Brasil a Qualcomm não repetirá o modelo adotado nos Estados Unidos, a compra de licença, feita para fomentar, criar um ecossistema com os fabricantes e desenvolvedores de aplicativos e de conteúdo, mas, aqui, temos conversado com a indústria para discutir esse negócio”, acrescentou Luciano do Vale, gerente sênior de desenvolvimento de negócios da Qualcomm do Brasil. No entanto, para que o serviço de TV no celular avance, é preciso que a regulação do espectro seja definida rapidamente, ressaltou Vale.

O representante da Participe TV reforçou a necessidade de o país ter uma regulamentação bem definida, afirmando que o “processo moroso atrapalha” e dá margem a comercialização no país de aparelhos “importados” do Paraguai. Blanco, no entanto, está convicto de que existe mercado para a TV móvel no país. “Mas, precisa ter um marco regulatório que permita essa evolução. As operadoras só vão entrar nesse negócio se tiver dinheiro na mesa”, afirmou. Blanco enfatizou ainda que se não existir um modelo interessante e uma regulação bem definida, as operadoras não vão aderir a esse negócio. No entanto, se entrarem o sucesso com o serviço 3G pode se repetir com a TV móvel, defendeu.

Para o diretor de novas mídias da Band, Luis Renato Olivalves, hoje existem três a quatro modelos do serviço, mas todos dependem 100% da operadora. “Está faltando alguém para fazer a gestão do sinal para o móbile”, sugeriu.

* Colaborou Luana Aquino

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