Minoritário quer assembleia para mudar o board da Oi


O fundo Societé Mondiale, gerido pela Bridge, de Nelson Tanure, dono de 6,64% da Oi, protocolou um pedido de realização de assembleia geral extraordinária da companhia, com base na Lei das S.A. O objetivo da AGE é discutir a recuperação judicial da concessionária, e, principalmente, propor a destituição dos representantes portugueses no conselho de administração da tele.

O Societé quer votar, uma a uma, a destituição de Rafael Luis Mora Funes (titular) e João do Passo Vicente Ribeiro (suplente); João Manuel Pisco de Castro (titular) e Pedro Guimarães e Melo de Oliveira Guterres (suplente); Luís Maria Viana Palha da Silva (titular) e Maria do Rosário Amado Pinto Correia (suplente); André Cardoso de Menezes Navarro (titular) e Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos (suplente); Pedro Zañartu Gubert Morais Leitão (titular sem suplente); Marcos Grodetzky (titular sem suplente).

A AGE também já deverá tratar da eleição de novos titulares e suplentes do conselho, em substituição aos nomes acima, como para as vagas deixadas por Sérgio Franklin Quintella e Joaquim Dias de Castro, que renunciaram aos cargos recentemente.

O Societé quer um conselho formado apenas por executivos independentes, em vez dos portugueses indicados pela Pharol – hoje a maior acionista individual na operadora brasileira. A proposta indica os nomes do ex-ministro das Comunicações Helio Costa; Demian Fiocca, ex-VP do BNDES; José Vicente dos Santos, ex-assessor do Minicom; João Manuel Pinho de Mello, consultor e professor da PUC-Rio; Pedro Grossi Junior, ex-assessor parlamentar e do Ministro da FAzenda Francisco Dornelles; Leo Simpson, ex-presidente da Intelig; Jonathan Dann, ex-diretor executivo do J.P. Morgan e Barclays Capital; Marcelo Itagiba, superintendente da Polícia Federal.

Materiam os cargos José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, Ricardo Malavazi Martins e Thomas Cornelius Azevedo Reichenheim, bem como o atual membro suplente do Conselho de Administração Sérgio Bernstein, até o fim do mandato, em 2018.

A Oi tem oito dias para convocar a assembleia, com base neste pedido.

 

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