Ministro terá conversa séria com teles sobre atrasos no Banda Larga nas Escolas


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira (28), que está aguardando o relatório final da Anatel, sobre o atraso no aumento das velocidades nas escolas públicas urbanas atendidas pelo Programa Banda Largas nas Escolas, para ter uma conversa séria com as concessionárias e resolver. “Os números iniciais da agência apontam um atraso em algumas regiões na velocidade”, confirmou o ministro.
Pelo programa, as concessionárias teriam que conectar todas as 55 mil escolas até dezembro do ano passado, com velocidade de 1 Mbps. Em janeiro deste ano, a velocidade deveria ser aumentada para 2 Mbps. A Oi é que apresenta maior atraso nessa obrigação, atendendo apenas 25% das escolas, segundo informa a operadora.

O ministro disse que a conexão de todas as escolas, que também não foi concluída em dezembro do ano passado, em parte se justifica porque houve um aumento de mais de nove mil escolas,  passando de 55 mil para 64 mil, após a realização do Censo da Educação, em 2009. Mas não justifica esse atraso no aumento da velocidade. Paulo Bernardo disse que já informou o fato à presidente Dilma Rousseff.

Investimentos

Sobre investimentos em redes de telecomunicações, Paulo Bernardo disse que o Ministério das Comunicações e a Telebrás, com a ajuda da Anatel, fizeram um levantamento da situação de infraestrutura no país e constataram que há uma estrutura até boa de backbone, mas no caso das redes regionais (backhaul) há uma carência grande. “Então chegamos a conclusão de que seriam necessários pequenos investimentos no backbone e outros bem maiores, em torno de R$ 7 bilhões até 2014, nas redes regionais para distribuir o sinal para as cidades ainda não atendidas”, disse.

O ministro disse que o levantamento ainda não está fechado, mas ele já adiantou os números para presidente Dilma Rousseff, que se dispôs a conversar com a área econômica para alocar até R$ 1 bilhão por ano até 2014. “A diferença, ou seja R$ 3 bilhões ou até mais, nós teríamos condições de conseguir com parceiros privados. Esses investimentos serão em fibras ópticas e rádios”, disse.

Telebrás

Em relação à falta de dinheiro para Telebrás para conectar as 1.163 cidades este ano, Paulo Bernardo disse que vai discutir com a área econômica. “Vamos fazer cobranças, mas evidente que o Ministério das Comunicações é disciplinado em termos orçamentários, então vamos fazer as coisas com o que nós tivermos. Não vai ter confusão por causa disso”, sustentou, admitindo rever as metas da estatal.

– Por isso que nós levamos à presidente a necessidade de investimentos e de procurar parceria com a iniciativa privada. Há empresas que já sinalizaram a intenção de investir em redes no Brasil, evidentemente para exploração econômica, mas nós ainda vamos discutir os critérios, como preço de venda”, concluiu.

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