Ministro critica estratégia das prestadoras na oferta de banda larga


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, voltou a criticar nesta sexta-feira (7) a estratégia que considera equivocada das prestadoras privadas, que oferecem conexão em banda larga a tarifa em torno de R$ 100 por mês. “Esse preço torna proibitivo o acesso ao serviço pela nova classe de consumidores que está sendo criada no país”, disse.

Bernardo disse que está defendendo junto às empresas uma reflexão dessa postura, no sentido de que trabalhem para massificar o acesso à internet em banda larga a um preço mais acessível e passe a ganhar por escala. “Isso nós vamos colocar claramente na mesa de negociações com as prestadoras”, disse.

O ministro disse que as negociações com as empresas incluirão obrigações de oferta de banda larga no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), que deveria ter sido concluído no fim do ano passado, mas que foi adiado para maio em função de falta de consenso. “Esse tema é prioridade e vamos desenvolver todos os esforços para assegurar o acesso à banda larga porque isso é primordial para o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.

Mídia eletrônica

O ministro das Comunicações disse que já recebeu as sugestões para revisão do marco regulatório da mídia eletrônica, elaborado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República no governo passado. “Ainda vamos fazer um exame detalhado das propostas e nossa intenção é de colocar o anteprojeto, que ainda não está pronto, em ampla consulta pública na internet”, disse. Ele informou, porém, que ainda não conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o assunto.

Bernardo reconhece que a questão é árida, já que envolve disputa econômica de setores que atuam na área, direitos dos consumidores e até questões referentes à democracia. “Primeiro vamos finalizar o anteprojeto para decidir que caminho adotar. Certamente é uma discussão que vai pegar fogo, principalmente no Congresso Nacional”, completou.

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