MiniCom vai economizar R$ 130 mil com e-mail do Serpro


O Ministério das Comunicações vai economizar R$ 130 mil anuais com a adoção do e-mail do Serpro – o Expresso – que começou a ser implantado ontem. “Esse valor é referente à licença paga pelo uso do sistema atual”, disse Paulo Bernardo, no programa Bom Dia Ministro, da NBR TV, nesta quinta-feira (17).

“Além de mais seguro, com o uso da criptografia, o serviço permite outras facilidades, como a possibilidade de chamadas telefônicas usando a rede segura”, disse o ministro. Até ontem, o MiniCom usava o sistema da Microsoft.

Bernardo disse que um decreto da presidente Dilma Rousseff facilitará que os órgãos da administração pública contratem diretamente e sem licitação, redes das estatais. Com isso, as comunicações entre os ministérios, por exemplo, trafegarão pela intranet, fora do alcance de violações.

O ministro disse que outras medidas estão sendo tomadas pelo governo para minimizar o alcance de espionagens eletrônicas. Uma delas é o pedido de urgência para a aprovação do Marco Civil da Internet, que regula a neutralidade de redes e deve trazer a obrigação de que os dados gerados no Brasil sejam armazenados aqui, mesmo pelas empresas com sedes em outros países. Outra providência é a conclusão da proposta de lei de privacidade dos dados pessoais, que deve ser mandada ao Congresso Nacional pelo Ministério da Justiça brevemente.

Preço e cobertura

Paulo Bernardo respondeu diversas perguntas de radialistas sobre a qualidade do serviço celular e sobre os preços cobrados pelas operadoras que, segundo pesquisa da UIT (União Internacional de Telecomunicações), que coloca o Brasil como a tarifa mais cara do mundo. “Estamos cobrando mais investimentos das operadoras para melhorar a qualidade do serviço, que está sendo acompanhada por medições mensais”, disse.

Sobre os preços, Bernardo afirmou que a pesquisa traz algumas distorções, porque são feitos por meio dos sites das operadoras, dos planos homologados, mas que não levam em conta as promoções ofertadas. “Mas a culpa é das empresas, que colocam esses preços na internet”, disse. Ele também argumentou que a carga tributária é alta, chegando a 45%, e que está trabalhando junto aos estados para reduzir essa carga.

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