MiniCom se dispõe a discutir liberação de 700 MHz em cidades com menos de 50 mil habitantes


O secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa do Minicom, Genildo Lins, afirmou hoje, durante o 28 Encontro Tele.Síntese, que o governo brasileiro não tem ainda uma posição formada sobre a destinação futura da faixa de 700 MHz. Mas observou que, se toda a frequência for destinada para as telecomunicações, após o fim da transição da TV analógica para a digital, em serão menos 18 canais disponíveis para a radiodifusão.

Ele criticou ainda o documento do CPqD divulgado pelo Sinditelebrasil, que afirmou haver sobra de espectro de TV no estado de São Paulo. “O estudo não analisou o impacto dos canais ocupados nos municípios vizinhos, e, por isto, não se pode falar em sobra de canais”, apontou o secretário.

 

Técnico do CPqD presente ao encontro, afirmou que o segundo volume do estudo, que será divulgado hoje, reconhece que há mesmo falta de espetro em São Paulo.

Lins afirmou que o problema da destinação da faixa de 700 MHz é justamente nas regiões metropolitanas, que estão extremamente ocupadas. “Se as operadoras de telecomunicações quiserem discutir a ocupação desta faixa nas cidades abaixo de 50 mil habitantes, não vemos problemas”, concluiu o secretário. 

 

Tecnologia

Para o assessor da Casa Civil, André Barbosa, a decisão sobre este assunto não precisa mesmo ser tomada agora, e ela deverá levar em consideração o desenvolvimento tecnológico brasileiro e a desconcentração da radiodifusão aberta.

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