Minicom reúne produtores rurais para mapear demanda de telecomunicações no campo


 

Dirigentes do Ministério das Comunicações reuniram-se com os representantes dos grandes produtores rurais para ser elaborada uma estimativa real da demanda pelos serviços de telecomunicações no campo.Esse levantamento poderá servir de subsídios para a licitação da faixa de 450 MHz, cujo edital será discutido pelo conselho diretor no próximo dia 19. Segundo o secretário-executivo do ministério, Cezar Alvarez, representantes da OCB (cooperativas), Embrapa, Ministério da Agricultura, CNA (confederação Nacional da Agricultura) e Banco do Brasil (com sua diretoria de crédito agrícola) irão mapear a demanda pelos serviços.

 

Esta semana o Minicom reúne-se com os representantes da agricultura familiar, com dirigentes do ministério do Desenvolvimento Agrário e com representantes dos territórios da cidadania para também traçar um mapa da demanda. O atendimento às população rurais com serviços de telecomunicações é uma bandeira defendida pelo ministro Paulo Bernardo e a venda da frequência de 450 MHz foi a alternativa tecnológica escolhida para viabilizar este projeto. Isto porque, quanto mais baixa é a frequência ocupada, mais alcance ela tem e menos antenas e sites são necessários.

 

Segundo Alvarez, a limpeza da faixa está praticamente concluída. O principal problema estava no Rio de Janeiro, pois a Polícia Federal usava esta banda para a sua comunicação interna e precisava migrar para uma outra faixa indicada pela Anatel, o que significava custos adicionais para a polícia.

 

Na avaliação de Alvarez, o programa brasileiro de telefonia rural poderá viabilizar a escala de produção dos equipamentos baseados na frequência de 450 MHz. A única tecnologia hoje existente no mundo é a CDMA, cujos terminais são ainda bastante caros.

 

Orelhão


Um outro problema identificado pela Anatel e operadoras para a ocupação desta faixa refere-se aos orelhões que deverão continuar a ser instalados pelas concessionárias, como cumprimento de suas metas de universalização. A questão é que não existe no mundo telefones públicos em CDMA que captem esta frequência. O problema pode ser resolvido até a conclusão da licitação (prazo de abril deste ano, estabelecido pelo decreto de Dilma) mas implicará em novos custos para esses equipamentos. 

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