Mercado quer Fistel proporcional para microcélula


Mal saiu a regulamentação de femtocélulas, com potência de até 1 watt, e o setor de telecomunicações já fala em uma nova norma para microcélulas: ERBs com potência entre 1 watt e 5 watt. O argumento das operadoras é que, com as regras atuais, é economicamente complicado fazer a cobertura de áreas de grande concentração de pessoas – como estádios, aeroportos e shopping centers com as antenas de pequeno porte e potência. Isso porque são necessárias cerca de 10 microcélulas para garantir a mesma cobertura de uma macrocélula, mas sem diferenciação regulatória, o custo de uma pequena seria igual ao de uma Erb de grande capacidade. Assim, vem dialogando com a Anatel e com o governo federal para avançar para uma regulação diferenciada e proporcional para cada camada da rede. 

“Estamos conversando sobre a necessidade de ter uma regulação que atenda cada camada da rede. Não faz sentido ter o mesmo custo de Fistel para uma microcélula se precisaremos de dez para cobrir a mesma área de uma macrocélula. Se pagarmos um décimo da atual cobrança do Fistel, aí faz sentido”, afirmou Mario Girasole, vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM.

Atualmente, a regulação de femtocélulas desonera totalmente o pagamento da taxa – o que significa R$ 26 de instalação e outros R$ 13,00 anuais. A proposta de Girasole é algo intermediário entre a total desoneração das femtocélulas e a o pagamento cheio das macro: “Isso seria neutro do ponto de vista regulatório. Cada camada, teria uma regulamentação coerente”, disse. Segundo o executivo, a proposta não encontra empecilho por parte do regulador: “estamos conversando”. 

Copa do Mundo da Fifa 


Uma regulamentação que viabilizasse economicamente a implementação de microcélulas é algo considerado como importante para a Copa do Mundo de Futebol, na avaliação de Rodrigo Abreu, presidente da TIM. O executivo defendeu, novamente, que a cobertura de áreas abertas e com grande volume de pessoas, como estádios, requer small cells de potência maior do que a permitida hoje pela regulamentação de femtocélulas aprovada pela Anatel. 

No entanto, Abreu lembrou que é preciso que o governo se atente aos prazos, para que o setor tenha tempo hábil de implementar soluções adequadas para atender a demanda prevista para os jogos. “Na Copa das Confederações, em grande parte, tivemos acesso aos estádios para implementar a infra de telecom apenas uma semana antes dos jogos”, lamentou. 


 

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