Mercado de banda larga fixa tem muitas empresas, mas ainda é alta a concentração.


Um estudo elaborado pelos técnicos da superintendência de Competição da Anatel faz uma avaliação comparativa da competição do mercado de telecomunicações brasileiro dos últimos anos. Embora traga constatações conhecidas (como a elevada concentração do serviço de telefonia fixa local) revela também informações inusitadas sobre o novo mercado de banda larga.

O que surpreende no estudo (elaborado por Artur Santos, Carlos Buzogany Jr,Humberto Silva, Humberto Calza, Luciano de Rreitas e Tiago Sbardelotto) é a informação de que a maior concentração de banda larga fixa do país está  no estado de São Paulo, a região mais rica. Conforme o levantamento, na região III do PGO as duas principais empresas que ofertam o serviço  possuem mais de 90% do mercado de banda larga fixa do estado.  

No geral, o SCM, é, em todo o território brasileiro, o serviço de telecom de menor concentração. Mas a participação de milhares de empresas não tira, contudo, o poder  de fogo das gigantes do setor. A análise mostra que as mais de 1,7 mil empresas com licenças de SCM não possuem  20% do market share.

 SMP

O estudo confirma que a telefonia celular brasileira é uma das menos concentradas do mundo. Embora apresente  HHI (o índice que mede a concentração de mercado) acima de 2,5 mil pontos, o mercado brasileiro tem uma das melhores taxas de competição do mundo, só perdendo para os Estados Unidos.

Segundo a Federal Trade Comission (FTC) mercados com HHI abaixo de 1,5 mil são pouco concentrados; entre 1,5 mil e 2,5 mil, com concentração moderada e acima de 2,5 mil altamente concentrados.

O SMP brasileiro, conforme o gráfico da Anatel, tem HHI maior do que 2,5 mil, mas os demais países tem indicadores bem superiores a este, o que indica que esta linha de corte não se aplica integralmente para o mercado de telefonia celular global.

Mesmo assim, os Estados Unidos, com a maior competição, tem HHI em 2,398 e o Brasil fica na segunda posição com 2,543 mil, seguido pela Polônia, com 2,544 mil. O documento confirma também a competitividade do celular,  porque aponta que os dois maiores grupo detêm 57,5% do marketk share de cada região.

Na telefonia fixa, o estudo confirma a manutenção do monopólio das incunbents locais – que possuem indicadores perto dos 5 mil pontos em suas regiões. Mas a análise dos dados do território brasileiro demonstra que este cenário está mudando: há uma queda acentuada, de mais de mil pontos, nos últimos cinco anos (de 2008 a 2012), do HHI da telefonia fixa Brasil. Uma demonstração nítida de que as concessionárias estão sangrando, perdendo mercado para as entrantes e para o celular. 

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