Mercado de apps deverá movimentar US$ 420 bilhões neste ano


Os aplicativos de vendas (e-commerce) ou com compras in-app, como games, vão movimentar US$ 300 bilhões. Apenas a venda dos programas nas lojas vai gerar US$ 40 bilhões. A exibição de publicidade deve movimentar US$ 34 bilhões. Os dados fazem parte de relatório divulgado hoje (19) pela empresa de pesquisa de mercado VisionMobile. Somando-se todos os segmentos listados na pesquisa, o mercado mundial de apps deve movimentar US$ 420 bilhões, no mundo, em 2015.

Segundo a empresa, o resultado é um alerta para os desenvolvedores. Há um descompasso nas estratégias de ganho dos desenvolvedores, pois apenas 9% estão pensando em colocar ferramentas de e-commerce dentro de seus aplicativos, enquanto 37% dependem das vendas nas lojas de apps e 36%, dos anúncios.

Para poucos
O mercado de apps se revela rentável a um seleto grupo de desenvolvedores. De acordo com o levantamento, 52% deles afirmam ganhar menos de US$ 1 mil por mês. A empresa ouviu 8 mil profissionais e empresas do setor em 143 países, ao longo de novembro. Destes, 17% dizem não ganhar nenhum centavo com os programas que colocam nas lojas de aplicativos. Apenas 24% afirmam faturar entre US$ 10 mil e US$ 500 mil todo mês.

O iOS, da Apple, é a plataforma que mais gera receita, em média. 15% dos desenvolvedores ganham mais de US$ 50 mil ao mês. O segundo lugar em rentabilidade vai para o desenvolvimento para navegadores móveis. 14% estão na mesma faixa de faturamento. O Android é a terceira plataforma, com 7% dos criadores de apps ganhando mais de US$ 50 mil por mês.

O mercado corporativo é muito mais rentável que o voltado ao consumidor final. 43% dos programadores dedicados à criação de apps para empresas ganham mais de US$ 10 mil por mês. Entre os que focam o consumidor final, o índice é de 19%. O número é menor em função dos custos. Cerca de 65% da receita se destina a pagamento da parcela que cabe às lojas de apps (Apple App Store, Google Play Store etc.) e à publicidade para atrair novos usuários.

A pesquisa revela também que a internet das coisas já faz parte da rotina de criação de programas. 53% dos desenvolvedores já têm algum projeto com a tecnologia. A categoria mais popular é Smart Home, com 37% das atenções. Já os dispositivos vestíveis são alvo de 35%. E metade dos programadores focados em IoT o fazem por hobby ou como projeto paralelo.

Anterior Samsung compra empresa de pagamentos móveis
Próximos Telecom Italia decide fundir operações com unidade de mídia