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A consultoria IDC Brasil tornou públicas hoje, 30, uma série de previsões para o mercado brasileiro de tecnologias da informação e comunicações. Os analistas da empresa preveem que mercado nacional de TICs crescerá 2,2% neste ano, puxado pelo setor de TI. Este vai se expandir 5,8%.

Alguns segmentos vão crescer mais que outros em tecnologia da informação. A consultoria estima, por exemplo, que o mercado de Analytics e Big Data aumente 50% graças a novos casos de uso em saúde e segurança da informação.

Os gastos com segurança da informação, aliás, devem evoluir 9%, chegando a US$ 1,2 bilhão no ano, com destaque para os serviços gerenciados. A nuvem também continuará a caminhar a passos largos. A previsão é de que a contratação de infraestrutura, plataforma e software como serviço somem US$ 1,7 bilhão no ano – valor que vai dobrar até 2020.

A IDC também fez previsões para o setor de telecomunicações, que devem ter mais avanço dos provedores regionais e de novas tecnologias. Veja mais sobre isso aqui.

IoT e aparelhos

A internet das coisas também deverá movimentar muito dinheiro, impulsionada, diz a IDC Brasil, pelo Plano Nacional de IoT, aprovado em 2017. A previsão é de que circulem US$ 8 bilhões neste segmento, por toda a cadeia de valor – do fabricante de sensores, ao concentrador de dados; da integradora de serviços à operadora de conectividade. O valor é 30% superior ao de 2017.

O grande filão será corporativo. A IoT doméstica deve movimentar US$ 612 milhões em 2018. “Enquanto não houver um plano de produção local e os produtos forem importados, será algo caro para o consumidor final. No caso de assistentes eletrônicos, a compreensão do idioma ainda é um empecilho”, avalia Reinaldo Sakis, responsável pela pesquisa de mercado de dispositivos na IDC Brasil.

Os mercados de smartphones e de PCs devem andar, avaliam os analistas. Segundo Sakis, dificilmente haverá um forte crescimento nas vendas neste ano. “Em 2017, houve o ‘empurrãozinho’ da liberação do FGTS no primeiro semestre, com as vendas se estabilizando no segundo semestre. Este ano não deve ser muito diferente”, prevê.

Por isso, a consultoria acredita que devem pipocar as ofertas de vendas de aparelhos para empresas. Este é o segmento em que ainda podem explorar em escala. “Grandes fabricantes já estão montando times para vendas corporativas e formando parcerias. Deve ser o início de um movimento consistente, que vai durar pelos próximos anos”, diz Sakis. Em 2018, a venda de tablets e smartphones para o mercado corporativo devem representar 6% do volume total.