Grandes empresas já cumprem 6 horas de trabalho para o telemarketing


Apesar do entendimento, desde 2007, por parte do Ministério do Trabalho sobre a paridade entre as atividades dos trabalhadores de call center e telefonistas, só em fins de maio deste ano é que o Tribunal Superior do Trabalho decidiu, em sessão especial para atualizar os entendimentos da causa, determinar jornada máxima de seis horas de trabalho diária para os trabalhadores da categoria, em função do stress enfrentado por eles.

A Algar Tecnologia, braço de call center do mesmo grupo a que pertence a Algar TeleCom, vê como positiva a decisão pois, indiretamente, regula a concorrência. Isto porque tem ciência de que pequenas empresa  ainda praticam a jornada de 40 horas. Com um contingente de 6 mil operadores (de um total de 9 mil) de telemarketing somente em Uberlândia (MG), a Algar Tecnologia tem jornada diára de seis horas desde seu surgimento, em 1999. A Contax, do mesmo grupo da Oi, reiterou que não haverá mudanças para a empresa devido ao novo entendimento jurídico.

Segundo Cida Garcia, diretora de talentos humanos da Algar Tecnologia, o projeto de lei (PL) para regulamentação da profissão é também um avanço, mas ressalva que pode haver abusos quanto a alguns pontos. No item do anexo II do PL, por exemplo, obriga-se as empresas a treinar, em um intervalo de seis meses, todos os seus empregados acerca dos riscos inerentes à profissão. “Depois da segunda vez, o próprio colaborador vê isso como uma perda de tempo. Sem contar com a logística gigante para colocar 6 mil pessoas em sala de aula”, apontou.

Para o representante do sindicato paulistano Sintratel, Ronaldo Lopes, a medida realmente já era adotada pelas empresas maiores há muitos anos, mas era possível detectar jornadas maiores em empresas pequenas de estados do Sul do país, bem como no Nordeste.

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