Mercadante diz que em breve governo anuncia incentivos para semicondutores


 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, anunciou hoje, em São Paulo, que o governo divulgará em breve novas medidas de incentivo às áreas de semicondutores e banda larga. “Achamos que vamos entrar no clube dos 20 países que têm indústria de semicondutores e no clube de quatro países que têm produção do display, a tela de toque”, afirmou Mercadante, em entrevista após participar da abertura do 4.º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mercadante não quis dar detalhes dos novos incentivos que, segundo ele, serão anunciados em breve pela presidente Dilma Rousseff, para estimular o investimento, mas destacou: “O Brasil entrará nessas condições daqui para o ano que vem”.

No final do mês, Mercadante viaja para China e Coreia do Sul, junto com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para consolidar os projetos iniciados pelo governo brasileiro com a China e, na Coreia, para dar prosseguimento às discussões iniciadas pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. “Vou junto com o ministro Pimentel dar continuidade as tratativas feitas pelo ministro das Comunicações”, informou Mercadante. Em maio, Paulo Bernardo visitou a Coreia do Sul e voltou impressionado com a qualidade e o acesso do serviço de banda larga naquele país. Na ocasião, ele falou da intenção de propor ações de treinamento da população para uso do computador e da internet, inspirado nas ações desenvolvidas na Coreia, que usou agências postais para capacitar a população mais carente.

Na Coreia, Mercadante deve visitar, entre outras, a Samsung e a LG, empresas que já produzem celulares e computadores no Brasil. O governo tem a intenção de resgatar o adensamento da cadeia produtiva no país e melhorar o parque industrial que atende o complexo eletrônico. Nesse contexto, semicondutor e display são tratados como itens prioritários. O país já teve fábricas de cinescópio tanto em São Paulo quanto em Manaus e, com a substituição do cinescópio pelas telas de LCD e plasma, a última fábrica, da Samsung, foi desativada há cerca de dois anos e não houve investimento para a substituição da tecnologia.

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