Mercadante defende satélite público para banda larga na Amazônia


O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, defendeu hoje, em audiência na Câmara dos Deputados, a união dos países da América Latina que possuem a floresta amazônica – como Peru, Bolívia e Colômbia -, além do Brasil, para a construção de um satélite a ser bancado com recursos dos Tesouros para a oferta de banda larga nessas regiões. “Precisamos de um satélite aberto e público para ofertarmos a banda larga onde a iniciativa privada não vai chegar”, afirmou. No seu entender, somente o satélite subsidiado com recursos públicos poderá permitir que a população do interior da amazônia tenha acesso à internet em alta velocidade.

Indagado sobre o papel da Telebrás, Mercadante mostrou que está afinado com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao afirmar que entende que a estatal deve ter papel complementar ao da iniciativa privada. “Não faz sentido a Telebrás concorrer com as empresas privadas. Mas a empresa terá que construir as redes onde a iniciativa privada não vai”, completou.

O ministro voltou a defender a criação de quatro novos fundos setoriais de Ciência e Tecnologia: de mineração, setor automotivo, construção civil e mercado financeiro. Segundo Mercadante, ele já está conversando com as entidades patronais para tratar desta questão.

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