Menos da metade dos domicílios têm internet no Brasil


Em compensação, entre as casas conectadas, 97,7% têm acesso banda larga fixa ou móvel. Os dados são da Pnad 2013, feita pelo Ibge, e que aponta para 130,2 milhões de pessoas com celular.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) divulgou hoje (29) dados sobre a conectividade dos brasileiros. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 49,4% da população com 10 anos ou mais (85,6 milhões de pessoas) tinham se conectado à internet em 2013, quando os números foram coletados, por computador, celular ou tablet. 

Apenas 48% (31,2 milhões) dos domicílios possuíam acesso à internet. Números semelhantes aos de março coletados pela IpsosA banda larga estava presente em 97,7% (30,5 milhões) dos domicílios com internet, sendo que 77,1% (24,1 milhões) conectavam-se em banda larga fixa e 43,5% (13,6 milhões) em banda larga móvel. O computador foi o principal meio de acesso nos domicílios (88,4%). O acesso via celular estava presente em 53,6% dos lares, enquanto o tablet, em 17,2%. 

O celular foi declarado por 53,6% o principal instrumento de conexão à rede. E 17,2% disseram usar o tablet. A região Norte apresentou o maior percentual de domicílios que utilizavam o telefone móvel para o acesso à internet (75,4%), superando o acesso através do microcomputador (64,8%).

O acesso exclusivamente pelo telefone móvel celular ou tablet superou o microcomputador em Sergipe (28,9% por telefone celular/tablet versus 19,3% por computador), Pará (41,2% versus 17,3%), Roraima (32,0% versus 17,2%), Amapá (43,0% versus 11,9%) e Amazonas (39,6% versus 11,1%). Nos demais estados, o computador foi a principal plataforma de conexão.

Em 2013, 130,2 milhões de brasileiros possuíam um telefone celular, ou, 75,2% das pessoas com mais de 10 anos. O número é 131,4% maior que o registrado em 2005 e 49,4% maior que o de 2008, quando foram realizadas outras edições do PNAD.

O percentual de pessoas que tinham celular era maior entre os não estudantes (76,6%), do que entre os estudantes (69,9%). Entre os alunos da rede privada de ensino, o percentual de donos de dispositivos móveis era 92,8%, enquanto na rede pública era de 62,6%. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo, o percentual passou de 8,4%, em 2005, para 39,8%, em 2013.

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