Menos da metade das bibliotecas e museus brasileiros coloca acervos na internet


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O CETIC.br divulgou hoje, 17, os resultados da primeira pesquisa TIC Cultura, referente ao ano de 2016. O relatório faz um registro do uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) em arquivos, bens tombados, bibliotecas, cinemas, museus, pontos de cultura e teatros. Foram ouvidos representantes de 2.389 instituições.

Os dados levantados mostram que a maioria dos equipamentos culturais tinham computador e acesso à internet. Identificou, porém, que esses recursos são subutilizados. Os acervos, museus e bibliotecas, por exemplo, criam sites e páginas na internet para falar da infraestrutura, mas poucos colocam o acervo na internet.

“Tais plataformas online são utilizadas, em especial, para divulgação de atividades, programação cultural e notícias, sendo pouco aproveitado seu potencial para transmissão de vídeos ao vivo (streaming), visitas virtuais ou disponibilização de catálogos de acervos – que poderiam se constituir em importantes ferramentas para ampliação do acesso à cultura, principalmente em regiões onde há menor disponibilidade de equipamentos culturais”, analisa Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

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A digitalização dos materiais se destacava entre arquivos (74%), pontos de cultura (63%) e museus (58%). A maior parte dos equipamentos havia digitalizado menos da metade dos itens de seus acervos, sendo que a principal dificuldade era a falta de financiamento, seguida da falta de equipe qualificada.

Mesmo entre aqueles que possuíam acervo digitalizado, a maior parte o disponibilizava para o público na própria instituição (e não online). Com isso, falha-se em colocar em prática o Plano Nacional de Cultura, de 2010, que previa a publicação dos acervos de domínio público na internet. (Com assessoria de imprensa)

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