Medidas são importantes, mas não resolvem o défici setorial, alerta Abinee.


O presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou hoje, logo após o lançamento do plano “Brasil Maior”, que traz a política industrial e de inovação do governo, que as medidas anunciadas são muito importantes para a indústria nacional que poderá “recuperar o mercado perdido”. Segundo Barbato, a desoneração da folha de pagamento para a indústria de software deverá beneficiar todo o segmento eletroeletrônico, visto que a maioria dos produtos tem software embarcado.

Mas, para reduzir o déficit da balança comerical setorial, que no ano passado atingiu US$ 27,7 bilhões, o executivo aponta que ainda serão anunciadas novas medidas pontuais, principalmente voltadas para a microeletrônica. “A Abinee está elaborando um conjunto de propostas, que deverá ser entregue o ministro Aloizio Mercadante até o final deste mês”, afirmou Barbato.

Ele disse também que o aparelho celular, principal produto da pauta de exportação de telecomunicações, cujas vendas continuam caindo mês a mes, não será beneficiado com uma das medidas anunciadas, que é o crédito-prêmio de 3% do IPI para a exportação de produtos manufaturados, visto que os celulares não recolhem IPI, pois são beneficiados pela Lei de Informática.

“Injeção na veia”

Já o vice-presidente da Samsung, Benjamin Sicsú, assinalou que a soma das medidas anunciadas (que variam da desoneração tributária, aceleração de devolução de créditos de impostos, a financiamentos a juros menores, entre outros) irá reduzir o custo da produção local. E isso deverá provocar a redução dos preços no mercado interno, além do incremento das exportações. “O crédito-prêmio de 3% do IPI para a exportação de manufaturados é injeção na veia de toda a empresa”, afirmou.

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