Medição da qualidade das conexões móveis ainda depende de definições


O Programa de Medição da Qualidade da Banda Larga lançado nesta quarta-feira (29) na Anatel, dedicado para as conexões fixas, será estendido para a banda larga móvel, porém a metodologia ainda não está definida, admitiu o superintendente de Serviços Privados da agência, Bruno Ramos, que preside o Grupo de Inplantação do Processo de Aferição da Qualidade (Gipaq). Ele informou que a solução técnica deve ser definida até setembro e as medições terão que começar também no final de outubro, conforme determina o regulamento de qualidade do serviço.

“Uma das opções é colocar equipamentos fixos pertos das antenas para medir a qualidade do sinal”, disse Ramos. Para medir a mobilidade, entretanto, será preciso avaliar o sinal que chega aos aparelhos, que pode ser feito por um aplicativo, por exemplo. Mas nada foi definido ainda, apenas que necessitará de voluntários para sua aplicação.

“A medição da qualidade na telefonia móvel é inédita no mundo por isso estamos quebrando a cabeça para definir a metodologia”, disse Júlio Cesar dos Santos, co-presidente da EAQ (Entidade Aferidora da Qualidade), responsável pela medição. Santos, que representa a PriceWaterhouse Coopers (PWC), afirma, porém, que já existem aplicativos de medição da qualidade da conexão móvel, que estão sendo avaliadas pelo órgão. Ele ainda não sabe quantos voluntários serão necessários para essa medição.

Voluntários

Sobre a medição da banda larga fixa, Santos disse que, nos Estados Unidos, onde já existe essa medição por meio de equipamento dedicado, o painel de selecionados é de 10 mil pessoas e na Inglaterra, é de três mil. No Brasil, o número que será atingido é de 12 mil usuários. A parte técnica é da responsabilidade do co-presidente Alex Salter, representante da SamKnwos, parceira da PWC na AEQ.

Os interessados em participar do programa medição poderão se inscrever nos sites da Anatel, do MiniCom ou no portal específico construído pela EAQ,  no endereço www.brasilbandalarga.com.br. As inscrições de voluntários poderão ser feitas até o dia 29 de outubro.

A seleção de voluntários obedecerá à metodologia estatística definida pela AEQ, respeitando os assinantes dos serviços nas operadoras sujeitas à medição, em cada estado. Não custará nada ao participante, que também não terá interferência na medição. Mas terá acesso às informações automaticamente. E os resultados serão divulgados mensalmente.

As metas de velocidades estipuladas nos regulamentos de banda larga fixa (SCM) e móveis são iguais:nos primeiros doze meses, a velocidade instantanea exigida é de 20% e a velocidade média, de 60%. No segundo ano, as exigências sobem para 30% , na instantânea, e 70%, na média. A partir do terceiro ano, vão para 40% e 80%, respectivamente.

O aparelho dedicado que irá para casa do  voluntário selecionado não custará nada para ele, mas resulta em dispêndio de R$ 100 por unidade para a AEQ. O aparelho também servirá para medir a latência, perdas de pacotes e disponibilidade. A medição da qualidade percebida pelo usuário será feita por meio de pesquisa contratada pela Anatel.

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