Mdic vai priorizar comércio exterior, competitividade e inovação


O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, senador Armando Monteiro, lançou hoje em sua posse cinco eixos programáticos de sua gestão. “O maior desafio é reduzir os custos sistêmicos para aumentar a produtividade da indústria brasileira”, afirmou. Ele pretende lançar rapidamente um plano nacional de exportação, “com ampla participação do setor privado e visão integradora das regiões no país”. Segundo ele, o plano irá apresentar propostas para a superação de entraves ao financiamento, garantias e desoneração da exportação.

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Armando Monteiro cumprimenta Mauro Borges, de quem recebeu o comando do MDIC. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em uma solenidade concorridíssima – estiveram presentes o presidente do Banco Central, do BNDES, os ministros da Fazenda, do Planejamento, da Educação, do Trabalho, Previdência, Minas e Energia,  Desenvolvimento Social, Saúde, Ciência e Tecnologia, Turismo, Assuntos Estratégicos, Igualdade Racial , Direitos Humanos, Micro e Pequena Empresa, além dos presidentes das diferentes entidades patronais do país – Monteiro fez um discurso afiado com a equipe econômica. Ele disse é necessário  “promover ajustes em busca do reequilíbrio  macroeconômico. Não faltará solidariedade do governo ao  ajuste fiscal”.

Mas assinalou que este ajuste macroeconômico  “não pode ter efeito paralisante sobre a agende de promoção da competitividade”.

E lançou uma agenda com cinco eixos principais. São eles:

  • dar um novo novo status ao comercio exterior. Em poucos dias irá lançar um Plano Nacional de Exportação, com ampla participação do setor privado e visão integradora das regiões no país. Segundo ele, o plano pretende apresentar propostas para acabar com os   entraves ao financiamento, garantias e desoneração de exportação.
  • reformas microeconômicas, de reduzido impacto fiscal,” mas de impacto positivo no ambiente tributário”. Simplificação das obrigações acessórias.
  • incentivar investimento e renovação do parque fabril brasileiro. Pretende negociar com  banco públicos novas linhas de financiamento e assegurar maior acesso recursos para PMEs
  • promover arranjo institucional para estimular a inovação. Ampliar o escopo e foco do financiamento. Maior  integração entre inovação e política industrial.
  • aperfeiçoamento do sistema de governança para gerir metas de  competitividade , reativando os conselhos consultivos setoriais.

Números
O ministro apresentou  o seguinte quadro da indústria brasileira:

Industria de transformação caiu de 25 % para 14% do PIB no ano passado. A Balança comercial de manufaturados em 2014 apresentou um déficit de US$ 109 bilhões. ” O Brasil ocupa a sétima posição mundial no PIB, mas apenas o 22º lugar em exportação. E participa apenas com 1,2% do volume total de exportação do mundo”.

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