MCTIC vai investir R$ 1 milhão em programa de empreendedorismo feminino


O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) vai investir R$ 1 milhão no programa Empreendedoras Digitais. A iniciativa, lançada hoje, 8, em São Paulo pelo ministro Marcos Pontes e o prefeito Bruno Covas, prevê a capacitação de até 300 mulheres para empreender na área de tecnologia e o financiamento de cinco startups de base tecnológica dirigidas por mulheres.

Do valor total, R$ 500 mil serão canalizados pela Softex à prefeitura de São Paulo para organização da iniciativa. Outros R$ 500 mil serão destinados pela Finep, a fundo perdido, às startups. Segundo o ministro da pasta, Marcos Pontes, caso a iniciativa dê certo, poderá ser expandia a outras cidades.

Segundo os organizadores, a capacitação das 300 mulheres terá 52 horas (duas semanas) de duração e deverá resultar em uma chamada pública para 30 startups que passarão por pré-aceleração. Destas, cinco receberão o prêmio e serão, também, apresentadas a aceleradoras e investidores. O primeiro encontro do programa deve acontecer em 22 de abril.

Disparidade entre mulheres e homens em TI

A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) elaborou um estudo para justificar a iniciativa, que tem como intuito reduzir as diferenças entre mulheres e homens no mercado profissional de TI.

Conforme os dados, apenas 20% da força de trabalho do mercado formal de tecnologia da informação “Core” era de mulheres em 2017. O Core TI é aquele em que é feito o desenvolvimento de software, suporte técnico, manutenção, tratamento de dados etc, é de mulheres. O porcentual é inferior ao visto em 2007, quando 24% dos cargos de TI eram ocupados por mulheres. A OSCIP calcula que em 2017 eram 40,5 mil as mulheres em TI no Brasil, enquanto havia 163,6 mil homens trabalhando na área.

A remuneração feminina também é inferior à masculina, e a diferença aumentou com o passar dos anos. Em 2007, as mulheres em TI ganhavam 5,34% menos que os homens. Em 2017, a diferença dobrou, e elas passaram a receber 11,05% menos, em média. O levantamento usa dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), e aponta, ainda, que elas estão alijadas dos cargos diretivos. Estes são na maioria (87,1% dos casos) ocupados por homens.

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