Governo prepara política pública para 5G


Segundo Vitor Menezes (MCTIC), governo quer definir prioridades do país para uso da tecnologia de quinta geração. Pasta também busca arranjo institucional para resolver entraves à instalação de antenas nas cidades e direito de passagem nas rodovias.

Vitor Menezes, secretário de Telecom do MCTIC: interação institucional para superar as dificuldades / Foto: Gabriel Jabour

O governo vai elaborar uma política pública para incentivar o uso da 5G no Brasil. Segundo o secretário de telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vitor Menezes, a ideia é identificar áreas prioritárias que vão se beneficiar da chegada da tecnologia.

“Estamos trabalhando em documento de política pública para o 5G. É isso que os demais países estão fazendo. A gente quer identificar as prioridades do Brasil com essa nova tecnologia”, falou durante painel no Encontro Tele.Síntese, realizado ontem, 9, em Brasília (DF).

Menezes não detalhou o teor da política. Mas ao longo do painel defendeu a flexibilização de regras para instalação de torres e antenas nas cidades – um entrave já antigo para o desenvolvimento até de tecnologias consolidadas como 3G e 4G. A 5G, ressaltou ele, vai demandar muito mais infraestrutura.

“Quando falamos em instalação de antenas, o número é 4 ou 5 vezes maior [na 5G]. Isso significa 4 ou 5 vezes mais dificuldades do que temos hoje. Temos dificuldades hoje para instalar um ponto em um poste, imagina multiplicar isso por 4″, ressaltou.

Segundo o secretário, é necessário um arranjo institucional com os demais ministérios para solucionar as dificuldades para instalação de postes e antenas e para assegurar direito de passagem. “Podemos ter um prejuízo institucional, prejuízo de mercado, se a gente não conseguir solucionar”, advertiu.

Menezes diz que o governo quer enfrentar esses entraves. “Os ministérios têm se falado muito bem, então isso é muito bom, porque temos a possibilidade de conversar, trazer cada um com os seus pontos, para que possamos encontrar uma solução em conjunto”, detalhou.

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