Matrix dobra capacidade de data center em SP


A crise econômica, que torna o investimento em data center vantajoso em função da redução de custos, aliada a demanda nacional reprimida e a mudança mundial da cultura de data center, impulsionada por novas tendências verdes, como blade e virtualização, criaram um cenário favorável aos negócios relacionados a data center. A avaliação é do presidente …

A crise econômica, que torna o investimento em data center vantajoso em função da redução de custos, aliada a demanda nacional reprimida e a mudança mundial da cultura de data center, impulsionada por novas tendências verdes, como blade e virtualização, criaram um cenário favorável aos negócios relacionados a data center. A avaliação é do presidente da Matrix IDC, Eber Lacerda, que está investindo para dobrar a capacidade do data center instalado em São Paulo, e firmando novas parcerias com operadoras no mercado asiático.

Com cerca de cinco mil clientes, o data center de São Paulo é nível 5 (top de linha). Em Florianópolis a empresa mantém um data center menor, nível 3. Com quatro mil metros quadrados, a unidade de São Paulo tem mil metros em operação e, com a ampliação da capacidade, passará a ocupar dois mil metros quadrados para que possa ampliar a oferta de recursos de TI para os clientes. Segundo Lacerda, outra iniciativa para ampliar os negócios foi uma parceria com a operadora de telefonia fixa japonesa IPS para a troca de espaço em seus respectivos data centers. Um segundo acordo operacional está em fase de fechamento com outra operadora do Japão. A expectativa é de que o faturamento no Brasil tenha crescimento de 15% neste ano.

A Matrix surgiu em 1988 em Florianópolis, como uma software house, em 95 mudou o perfil e passou a ser um provedor de internet. Em 99, teve o controle acionário adquirido pela norteamericana Primus Telecommunications, que detém 51% da companhia e, em 2001, construiu seu data center em São Paulo. Em 2002, a empresa criou uma nova unidade, para oferecer serviços de VoIP (atende tanto o mercado corporativo quanto as operadoras de telecom). Opera com licença de SLE (Serviço Limitado Especializado) e tem licença de SCM (Serviço Comutado Multimídia) em todo o território nacional.

"Em VoIP, 90% de nossa receita vem de negócios internacionais, gerados no Japão, Europa e Estados Unidos", comenta Lacerda. Para os serviços de VoIP, usa a rede da Primus, que está presente em quase todos os continentes, exceto na África. Segundo o presidente da empresa, este segmento também está crescendo com a crise. "VoIP tem respondido por 60% a 65% de nossas receitas e, acreditamos, que esse aumento se deve a busca de economia com serviços de telecomunicações nas empresas".

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