Massachusetts (EUA) conclui que a Telexfree é pirâmide financeira


O órgão regulador do mercado de títulos de Massachusetts (EUA) concluiu que a Telexfree é um esquema de pirâmide financeira disfarçada como empresa de venda de pacotes de telefonia VoIP destinada a atingir a comunidade brasileira naquele estado norte-americano, mas que acabou arrecadando US$ 1,2 bilhão em todo o mundo. A decisão saiu um dia após a empresa entrar com um pedido de recuperação judicial no estado de Nevada. Novamente, representantes da companhia não puderam ser encontrados e o site foi tirado do ar.

No Brasil, a empresa está com os bens bloqueados desde junho do ano passado, quando foi aberto processo contra a empresa sob a acusação de prática de pirâmide financeira. Desde que ficou com as atividades suspensas, novos “divulgadores” no país vinham sendo recrutados por meio do site norte-americano.

Segundo as investigações, de US$ 1,2 bilhão que o grupo faturou de janeiro de 2012 a fevereiro de 2013, apenas US$ 238 milhões — ou cerca de 20% – vieram da venda de pacotes VoIP. O financiamento do esquema Telexfree vem do recrutamento de mais gente para a rede – como num clássico sistema de pirâmide financeira – e não da venda de pacotes de telefonia VoIP, como sempre defenderam seus representantes. A empresa foi extinta no estado e será obrigada a ressarcir as pessoas que investiram na empresa.

No Brasil, a Telexfree apresentou à Anatel em junho do ano passado um pedido de anuência prévia para a compra da Voxbras (Sinternet Tecnologia da Informação), empresa que vende pacotes de serviços VoIP. Com a aquisição, a Telexfree pretendia regularizar sua situação na agência. A empresa foi penalizada em R$ 4 mil, por atuar sem autorização de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), aplicada pela agência.(Com agências internacionais)

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